O Planeta Dos Autômatos

História do Professor Pardal, de 1975.

Esta história é um resumo de todos os anseios de papai no que diz respeito à existência de vida em outros planetas, à possibilidade de que nossa civilização se encontre com civilizações alienígenas no futuro e às consequências desse encontro.

Ao contrário das visões apocalípticas de muitos, que temem que esses seres sejam hostis e que possam querer nos aniquilar para tomar nosso lugar sobre a Terra, ele acreditava que esse contato poderia ser amigável e trazer grandes avanços tecnológicos a todos os envolvidos.

Para que isso acontecesse, ainda segundo suas teorias, bastaria que a humanidade alcançasse um nível suficiente de capacidade tecnológica que viesse a nos permitir encontrar com eles já no espaço, ou descobri-los antes que eles nos descubram. Essa teoria, aliás, é a base que rege séries de TV de ficção científica como Star Trek, por exemplo.

Isso, mais aliás ainda, difere bastante da tecnofobia exibida em outras histórias de ficção científica criadas por ele, nas quais não há alienígenas envolvidos. O porquê de haver essa confiança tão grande na suposta tecnologia alienígena e tão pequena na tecnologia humana é um paradoxo que eu não sei explicar. Muito provavelmente, é algo que tem mais a ver com os clichês dos quadrinhos do que realmente com as ideias pessoais de meu pai.

Representando a humanidade como um todo, ao fazer o “test drive” de uma nova e revolucionária tecnologia para foguetes, o Professor Pardal acaba encontrando uma civilização de pequenos robôs muito parecidos com o lampadinha. Eles a princípio são hostis, e têm a intenção de invadir o nosso planeta.

Já que, para evitar essa catástrofe, uma guerra está fora de questão, somente a cooperação tecnológica poderá resolver o problema. A grande sacada de papai é a de que, se os seres são artificiais, criados por um inventor alienígena (e nesse ponto temos também um “aceno” às teorias de “Eram os Deuses Astronautas” de Erich Von Daniken), por quê o planeta deles também não pode ser?

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A História dos Quadrinhos no Brasil, e-book de autoria de papai, pode ser encontrado na Amazon 

Visitem também o Sebo Saidenberg, na Amazon. Estou me desfazendo de alguns livros bastante interessantes.

Na Idade Da Pedra

História do Prof. Pardal, de 1973.

No afã de fazer uma boa pesquisa sobre “grandes inventos através dos tempos”, o Pardal usa sua máquina do tempo com timer de retorno automático para ir com o Lampadinha passear na idade da pedra.

A intenção é visitar os primeiros humanos e ver quem inventou coisas como as primeiras ferramentas e o uso do fogo, mas eles acabam viajando um pouco longe demais e chegando a um tempo onde uns macacões semelhantes a gorilas vivem entre as árvores e o chão e convivem com enormes dinossauros.

É claro que papai sabia muito bem que seres humanos – por mais primitivos que tenham sido – e dinossauros nunca foram contemporâneos, mas este é um daqueles casos (como diz o velho ditado irlandês), em que não se deve deixar a verdade se intrometer entre você e uma boa história. Nos quadrinhos, pelo menos, os dinossauros e os mamíferos existem ao mesmo tempo, e pronto.

O inventor acaba se envolvendo com uma tribo de “quase humanos”, mas o que ele não esperava é que o seu próprio comportamento e soluções de humano evoluído na presença dos bichões fosse influenciá-los, bem mais do que o antecipado. É aí que ele chega a uma conclusão interessante, mas que não ajuda em nada a sua pesquisa científica:

Pardal caverna

A hilária surpresa final fica por conta da própria máquina do tempo, que talvez não tenha sido regulada lá muito bem. Afinal, é uma máquina do tempo, e lugares talvez não sejam o seu forte.