Os Sobreviventes

História do Peninha, de 1977.

Esta não é a primeira nem a última vez que papai retrata o Peninha como piloto de aviões de pequeno porte, em especial monomotores de cabine aberta e movidos a hélice. Creio, inclusive, que esta é uma característica que acompanha o personagem desde sempre, juntamente com a preferência do pato abilolado pela motocicleta como veículo terrestre.

A coisa toda também é levemente inspirada em histórias reais de acidentes aéreos, como por exemplo o famoso Milagre dos Andes (ou Tragédia dos Andes) acontecido cinco anos antes, em 1972. Este caso, que foi tão trágico quanto espetacular, serviu como inspiração para vários livros e filmes, aliás.

Pilotar a aeronave que seja durante um forte nevoeiro ou tempestade não é, para dizer o mínimo, uma coisa segura, ou mesmo sensata, de se fazer. É por causa de condições atmosféricas como estas que muitos acidentes aéreos acontecem, como o retratado nesta história.

E é também verdade que é preciso ter muita perícia como piloto para transformar o que poderia ser uma queda feia e mortal em um pouso forçado. O pato é abilolado, é desastrado, é atrapalhado, mas também tem seus talentos e habilidades.

Sem saber exatamente onde estão e perdidos em um matagal no meio de uma tempestade, os dois primos lutam contra o frio e a chuva na tentativa de sobreviver até que o tempo melhore e eles possam finalmente pedir ajuda ou tentar sair dali.

Mas, é claro, também nesta história nem tudo é o que parece ser. A chave para a solução da trama está na estimativa do Peninha sobre a localização do avião. Afinal, “a última vez”, como medida de tempo, é algo bastante relativo.

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A Aeronáutica No Brasil

Em 1982 papai foi convidado a pesquisar e compor uma história em quadrinhos que descrevesse a história da aeronáutica no Brasil.

Esta foi uma encomenda do Centro de Relações Públicas do Ministério da Aeronáutica do governo João Figueiredo, em pleno regime militar, ao Departamento de Projetos Especiais da Editora Abril. Era ao mesmo tempo uma publicação educacional, aparentemente para distribuição gratuita, e uma ação de relações públicas de um governo que sequer era reconhecido por uma boa parcela da população, para dizer o mínimo.

Papai era uma dessas pessoas que não concordavam com a existência de um governo militar, mas como a História do Brasil não é de propriedade deste ou daquele governo, mas sim do povo brasileiro como um todo, ele decidiu fazer o trabalho.

Fez a pesquisa direitinho, e elaborou um texto exaltando especialmente a participação de inventores e pioneiros brasileiros no desenvolvimento da aviação brasileira e mundial. Os desenhos são de R. Cordeiro, a julgar pela discreta assinatura no último quadrinho.

O personagem criado para esta história é o “Piloto”, e as crianças para quem ele dá a aula sobre aviação, um menino e uma menina, não têm nome, mas lembram em muito os personagens inspirados em meu irmão e em mim presentes em outras histórias da época, como “O Pequeno Campeão”, de 1981.

A história é longa e cheia de detalhes técnicos, certamente feita de acordo com instruções precisas, mas a reproduzo aqui na íntegra caso seja útil na pesquisa escolar de alguém.

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