História Pra Boi Não Dormir

História do Biquinho, de 1986.

O título se refere a uma velha expressão popular: “história”, ou melhor, “conversa (mole) para boi dormir” é o mesmo que inventar mentiras em sequência para tentar enganar alguém.

Hoje papai associa o conceito com as histórias noturnas contadas às crianças pequenas pelos pais ou tios com a característica do Biquinho de ser difícil de colocar para dormir e com um antigo conto de fadas chamado “Os Três Cabelos de Ouro do Diabo”, dos Irmãos Grimm.

Há toda uma arte e uma ciência por trás dessa coisa toda de se contar histórias para dormir, na verdade. Mais do que o teor da história em si, especialmente para crianças bem pequenas, o que realmente vale é manter um tom de voz calmo e pausado, para que a pessoinha ali na cama se acalme e durma. Daí a associação com a conversa para boi dormir.

Para crianças mais velhas um pouco, a repetição de uma mesma história, noite após noite (ou várias vezes em seguida em uma mesma noite) também tem um efeito calmante por causa justamente da previsibilidade. Saber a história de memória, poder prever o que vai acontecer e até declamar os diálogos, dá à criança uma sensação de segurança. (Mas, até que a história se torne realmente familiar, alguns “acidentes de percurso” podem acontecer.)

Mas é claro que para toda regra existe uma exceção, e hoje ela se chama Biquinho. E papai “empresta” ao patinho toda a criatividade que ele mesmo tinha quando criança, nos tempos em que inventava finais alternativos (e frequentemente muito mais engraçados) para as histórias que ouvia.

Só que, para o Biquinho (e para a diversão do leitor), isso nem sempre é uma coisa boa.

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Peninhá Escarlate

História do Peninha, de 1984.

Esta é mais uma sátira de uma obra da literatura, desta vez “Pimpinela Escarlate”, de 1903. A história se passa nos primeiros dias da Revolução Francesa, e papai se aproveita da atmosfera de caos na Paris de 1792 para fazer ainda mais bagunça, que é a especialidade do Peninha.

É claro que a história em quadrinhos não é uma cópia exata do livro, mas uma brincadeira bem livre sobre o tema. Assim, também temos aqui o herói que salva os aristocratas franceses da guilhotina, mas ele não é britânico, mas sim francês, e o apelido “Escarlate” vem de um balde de tinta que lhe cai sobre a cabeça, coisa que não acontece na história original.

Peninha Escarlate

Palavras e frases em Francês são frequentes, e até alguns personagens da Revolução Francesa também aparecem, como por exemplo, Robespierre.

A exemplo das outras histórias desta série das sátiras do Peninha, a intenção de papai aqui é ensinar um pouquinho de história, umas palavras em Francês, talvez, e quem sabe até despertar o interesse do leitor por ler a obra da literatura que inspirou esta patacoada, no bom sentido, é claro.

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