A Quadrilha Fantasma

História do Morcego Vermelho, de 1975.

Grande inimiga do maior herói de todos os tempos, aquele a quem todos esperavam, a Quadrilha Fantasma foi criada por papai na mesma época da criação do Morcego e usada somente por ele em exatas duas histórias: esta, que comento hoje, e uma anterior, chamada “A Volta do Morcego Vermelho” e já comentada aqui.

Outro personagem criado por papai para participar das histórias do Morcego Vermelho é o Ratchinho, uma simpática ratazana que, com o tempo, acaba ganhando até asinhas. Mas, até agora, o único que entende o que seu ajudante está tentando dizer é mesmo o Professor Pardal.

(E falando nele…) A caçada à Quadrilha Fantasma não será fácil, ainda mais porque desta vez seus membros contam com a ajuda do terrível Dr. Estigma. Este gênio do mal parece ter pensado em tudo ao compor o seu plano maléfico, no esforço de não dar chance ao herói.

Sabendo que o herói é somente um pato fantasiado sem as invenções do Pardal, ele sabota os equipamentos-morcego e sequestra o próprio Professor, que é a única pessoa que poderia consertá-los.

E agora? Será este o fim do Morcego Vermelho? Conseguirá o herói levar a melhor sobre os bandidos mesmo sem seus prodigiosos aparelhos? Ou será que ele encontrará uma saída? O Peninha é abilolado e atrapalhado, mas não é burro, muito pelo contrário: ele é criativo e inteligente.

Interessante é a participação especial do Horácio, eterno namorado da Clarabela, primeiro como vítima de um assalto e, em seguida, como a testemunha que ajuda a polícia com valiosas informações em primeira mão.

O toque final da história também é bem legal. O “pulo do gato” é que, hoje, o herói contará com dois ajudantes, e não apenas um. Isso valerá ao Lampadinha até mesmo o direito de usar uma pequena fantasia-morcego, em reconhecimento.

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História do Morcego Vermelho, de 1975.

Esta é a segunda história, de quatro, com a participação do impagável “Ratchinho”, um ajudante mais ou menos informal do Morcego Vermelho que papai criou e que só ele soube realmente usar.

A história de hoje tem três aspectos principais: o primeiro é uma referência aos métodos que super heróis “de verdade” têm para serem chamados pela população, em caso de necessidade. O caso mais clássico disso é o “Bat-Sinal” do Batman, que faz projetar nas nuvens sobre Gotham City o símbolo de um morcego, visível de qualquer lugar da cidade. Mas é claro que o Morcego Vermelho não tem nada disso. Ele fica sabendo dos pedidos de ajuda pelo Telefone Morcego, quando o Coronel Cintra chama, ou pela TV, mesmo.

A segunda referência é ao problema de como se faz para que a identidade secreta do herói permaneça, bem… secreta. E mesmo mudando o número do telefone, fazer uma banquinha no mesmo estilo da “Agência Moleza” na calçada de sua própria casa certamente não é o jeito certo de se fazer isso. Por sorte, desta vez somente o Ratchinho descobrirá a identidade secreta do Peninha.

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E a terceira tem a ver justamente com o uso do telefone como meio de comunicação com as agências da lei e da ordem em uma grande cidade. É sabido que a quantidade de trotes e de ligações sem noção é grande, o que faz com que o trabalho de quem tem por função atender a esses telefonemas fique bastante prejudicado. Portanto, crianças, não passem trotes na polícia, pois isso é algo muito feio de se fazer.

E enquanto tudo isso acontece, nosso herói ainda terá de prender um piromaníaco que está “espalhando brasa” (literalmente) pela cidade. Como todo bom maluco, esse bandido não precisa de apresentações nem de motivos. Ele simplesmente existe para colocar fogo nas coisas e criar confusão.

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De resto, temos mais uma aparição do bonequinho do “Said”, desta vez preso no engarrafamento criado pelo Morcego.

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O Misterioso Bobo Da Corte

História do Morcego Vermelho, de 1976.

Mais uma vez estamos às voltas com um sonho, mas agora da maneira “correta”, do ponto de vista do conceito de papai de processo criativo ideal. Ele tinha grande curiosidade pelos aspectos mais psicológicos e até mesmo “esotéricos” desse fenômeno, e várias de suas histórias tinham algo a ver com um sonho de algum personagem. O Zé Carioca de papai também tinha esse “dom”, por exemplo, e várias de suas histórias para o papagaio malandro tiveram os sonhos como ponto de partida.

Sua indagação era: até que ponto eles são um mero processo de “backup e desfragmentação mental” (quer dizer, esses seriam os termos que ele usaria, se eles já existissem na década de 1970), ou será que eles podem ser uma conexão com algo maior, e quem sabe até proféticos?

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O Peninha/Morcego Vermelho (e o leitor junto com ele) vai ser atormentado por essa dúvida durante todo o decorrer da história. Será o sonho do Bobo da Corte mera autossugestão, ou será este um caso de profecia autorrealizável?

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E quando ele finalmente se materializar diante de nossos olhos, será uma manifestação sobrenatural, ou algo bem mais mundano? Quem se fantasiaria de Bobo da Corte, e por qual motivo? Papai, é claro, deixa pistas desde a primeira página, e o leitor atento não se furtará em segui-las para chegar à solução antes dos personagens.

De resto, hoje temos também a simpática participação do Ratchinho, como ajudante e fiel escudeiro do herói. Este é mais um daqueles coadjuvantes criados por papai que, aparentemente, só ele sabia usar. Outro exemplo notável e igualmente charmoso é o Soneca, o cachorrinho do Zé Carioca. São poucas as histórias de outros autores onde eles aparecem, e quando são usados por outros quase nunca têm a mesma graça.

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A Volta Do Morcego Vermelho

História de abertura do segundo Especial do Morcego Vermelho, de 1973, na qual vemos a aparição de alguns personagens novos: a Quadrilha Fantasma e o Ratchinho.

A trama começa com uma piada daquelas bem velhas (e já era velha naquele tempo), que faz rir justamente porque ninguém mais se lembra dela.

O Peninha volta de uma longa viagem, só para encontrar Patópolis às voltas com a Quadrilha Fantasma, que está praticando uma onda de assaltos e roubos.

Interessante é a sofisticação da “técnica” da quadrilha para evitar ser presa, que num primeiro momento deixa o Morcego bastante confuso. Tanto, que a quadrilha começa levando a melhor: escapa à prisão repetidas vezes, bota fogo na capa do nosso herói, entre outras afrontas.

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Mas de um modo geral o Morcego tira lições de tudo o que está acontecendo, e aproveita para se aperfeiçoar, entre outras coisas pedindo ao Prof. Pardal uma capa à prova de balas.

MOV capa

A piada que se repete em quase todas as histórias desta fase do Morcego Vermelho é a da multa de trânsito: o veículo “sapo-morcego”, por ser tão esdrúxulo, vive sendo multado, cada vez por um motivo diferente.

E no meio da confusão, o Morcego é “adotado” por um companheiro de aventuras, um rato do depósito de lixo que passa a acompanhar e ajudar o herói como pode, e que mais tarde ganhará o nome de Ratchinho.

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Todo herói que e preza tem o seu “sidekick”, o ajudante e companheiro de aventuras. O Batman tem o Robin, o Capitão América tem o Bucky Barnes, etc.

Do mesmo modo, o Morcego Vermelho tem o Ratchinho, e o Morcego Verde tem o Soneca, dois meiguíssimos ajudantes animais que muito infelizmente acabaram sendo deixados de lado e esquecidos por outros argumentistas.