A Nova Metralhópolis

História da Família Metralha, de 1981.

Esta é a segunda história sobre o tema. A primeira foi publicada em 1974, mas não tenho a revista na coleção. Em todo caso, papai faz aqui um resumo dela para o leitor: os Metralhas se mudaram para a antiga Metralhópolis para escapar da polícia, mas acabaram se dando mal por causa da mania do Vovô de roubar e depois esquecer. Já vimos que isso também foi usado em histórias como “Campistas Vigaristas”, entre outras.

A cidade de Metralhópolis não deixa de ser um conceito interessante. Afinal de contas, se existe Patópolis, que é a cidade dos patos, Gansópolis, para os gansos, e até mesmo uma Ratópolis na “região metropolitana” de Patópolis, é natural que outros grupos resolvam formar suas próprias comunidades.

Para tentar resolver o problema dos roubos em família, a nova regra da cidade é que não haja dinheiro entre eles, para que os “cidadãos” não se sintam tentados. A ideia é boa, não há como negar.

Mas o caldo começa a entornar quando surgem notas no valor de “quinhentos” (não fica clara a moeda, que tanto pode ser cruzeiros ou patacas patopolenses) rolando no chão. Em alguns quadrinhos aparece inclusive uma mão que disfarçadamente as joga entre os membros do bando. Portanto, não é coincidência. Este é o “Pomo da Discórdia” que dá início à queda de Nova Metralhópolis. (Em tempo: os deuses parecem ter um senso de humor dos infernos, especialmente quando se trata de avacalhar com os mortais, mas essa é outra história.)

Proposto o problema, papai começa a colocar pistas estratégicas da solução para o leitor atento. O interessante é que elas são tão óbvias que passam completamente despercebidas. Além disso, é preciso ter acompanhado toda a trajetória dos personagens e conhecer a família muito bem para matar a charada de primeira. Essa é para fãs de verdade.

Por fim, papai escancara para o leitor na forma da dedução do Sherlock Metralha, que aqui é usado como o “suspeito óbvio demais” dos grandes contos policiais, aquele que serve para desviar a atenção do leitor do verdadeiro culpado.

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A História dos Quadrinhos no Brasil, e-book de autoria de papai, pode ser encontrado na Amazon 

Visitem também o Sebo Saidenberg, na Amazon. Estou me desfazendo de alguns livros bastante interessantes.

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Entregas Rápidas Pateta

História estrangeira do Pateta, publicada pela primeira vez no Brasil em 1980.

Esta história não é de autoria de papai. O autor dela é Ed Nofziger, com desenhos do Jaime Diaz Studio. Por isso, não vou comentar a história, nem como o roteiro é conduzido.

Mas ela foi muito provavelmente (com quase 100% de certeza) traduzida para o português por papai. E a maior pista que temos disto é a constante menção à cidade brasileira de Rinópolis, no estado de São Paulo, no decorrer das páginas.

Acontece que uma amiga de nossa família é natural de lá, e ela sempre comentou que papai incluiu o nome da cidade em uma história ou duas como uma brincadeira com ela. Como acontece com Patópolis, os nomes de todas as cidades próximas (Gansópolis, Cisnópolis, Bruxópolis) também terminam com “polis”, que em grego antigo quer dizer, justamente, “cidade”. Assim, papai certamente achou engraçado colocar Rinópolis na “região metropolitana” da Cidade dos Patos.

Ao que parece há mais uma história, essa sim de autoria de papai, em que aparece uma placa com o nome Rinópolis, no último quadrinho. Eu já andei folheando a coleção atrás dela, mas ainda não a encontrei. A verdade é que papai deu algumas revistas de sua coleção para pessoas queridas, antes de falecer… eu espero que nada de muito importante tenha ido embora, e que um dia eu consiga completar a coleção novamente (se eu conseguir descobrir o que realmente está faltando).

A seguir, uma seleção dos quadrinhos onde a cidade é mencionada:

Rinopolis

Rinopolis1

Rinopolis2

Rinopolis3

Rinopolis4