O Fantasma da Ópera

História do Scubidu e sua turma, escrita em setembro de 1978 e publicada pela Editora RGE em abril de 1979 na revista “Bionicão” número 9.

A associação de “fantasmas” com “óperas” é um clássico de todos os tipos de literatura. Mas a verdade é que até mesmo “O” Fantasma da Ópera é um “falso fantasma”, uma pessoa de carne e osso que vagueia pelas sombras de um grande teatro enquanto planeja suas maquinações.

Desse modo, e como sempre, o caso aqui é mais policial do que paranormal. Esse é o estilo escolhido pelos donos dos personagens, com o qual papai não concordava muito, mas seguia assim mesmo. O mistério, na verdade, nem é sobre o que está acontecendo, mas sobre os métodos do bandido disfarçado de fantasma e aqueles que serão usados para prendê-lo.

O vilão era sempre um ex-funcionário ou coisa parecida, alguém que quer prejudicar o dono de um negócio ou estabelecimento comercial, e ele sempre acabará preso no final.

A diferença nessas histórias de papai para os investigadores de fantasmas, é que sempre acaba aparecendo um fantasma de verdade no final. Era o modo dele de “protestar” contra o seco materialismo do criador dos personagens.

Hoje também aprendemos que o Scubidu, o personagem principal, é capaz de ver os fantasmas de verdade. Talvez seja por isso que ele tem tanto medo deles, ao contrário de seus amigos humanos. Eles não acreditam em assombrações, e talvez seja por isso mesmo que eles não são capazes de vê-las.

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O Caso do Fantasma Comilão

História do Escubidu, escrita em meados de 1978 e publicada em dezembro do mesmo ano pela RGE (Rio Gráfica e Editora) na revista Festival HB número 4.

Esta é uma colaboração entre meu pai e minha mãe, uma “história a quatro mãos”, por assim dizer. A ideia é dela, incluindo o desfecho (eu me lembro de ter ouvido os dois conversando sobre o assunto, ainda naquele tempo), e o desenvolvimento é dele.

O que acontece é que mamãe percebeu que nas histórias de fantasma da turma do Escubidu o vilão é sempre um falso fantasma. Ou é alguém se fazendo passar por ser sobrenatural para cometer algum crime, ou um fenômeno natural que é confundido com um fantasma.

Assim, se perguntava ela, o que aconteceria se houvesse mesmo um fantasma de verdade? Quem é que pode dizer que não existem fantasmas, assim com tanta certeza? Não seria esta uma visão de mundo materialista demais para histórias infantis?

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Para manter a fidelidade à descrição dos personagens papai colocou um falso fantasma e um golpe criminoso na trama, enquanto ao mesmo tempo usou com maestria a ideia de mamãe. A “marca registrada” de papai está nos nomes do dono da confeitarie e seu ajudante: Oscar A. Melo e Zé Docinho, respectivamente.

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