O Lugar Quase Perfeito

História dos esquilos Tico e Teco, de 1974.

São só duas páginas, mas a curta aventura dos simpáticos bichinhos tem toda a força de um manifesto pela proteção do meio ambiente.

Não é de hoje que a expansão das grandes cidades, com suas obras barulhentas acompanhadas da derrubada até mesmo das últimas árvores restantes – sobreviventes – em meio ao mar de cimento, apesar de representar o “progresso” e um “avanço” para os seus moradores humanos, é um verdadeiro problema para as espécies animais que vivem (ou tentam viver) conosco no mesmo ambiente.

O que acontece “de vez em sempre” é que esses animais se vêem forçados a fugir pelo bem de suas vidinhas, abandonar suas árvores e tocas, e encontrar um novo lugar para se instalar, com resultados às vezes desconcertantes. Não é raro ver pássaros, mamíferos, insetos e até répteis fazendo seus ninhos em casas e demais construções humanas, para a surpresa e desconforto dos invasores do habitat animal.

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Esta história, aliás, contém mais uma das “sacadas proféticas” de papai, com a mudança forçada dos esquilos para um dos buracos de um campo de golfe: nas Olimpíadas deste ano no Rio, vimos, entre surpresos e divertidos, jacarés, corujas e capivaras exatamente nas imediações do local onde foram disputadas as partidas da modalidade.

A explicação, é claro, é a de que o campo de golfe olímpico invadiu o habitat dos animais, e não o contrário. Isso, aliás, porque ninguém mais se surpreende com os quero-queros nos campos de futebol.

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A História dos Quadrinhos no Brasil, e-book de autoria de papai, pode ser encontrado na Amazon

Nozes Com Mel

História dos esquilos Tico e Teco, de 1974.

Com apenas duas páginas, esta história é mais simples e mais infantil do que a maioria das histórias que papai costumava escrever, mas é também uma pequena aula sobre como funciona (ou deveria funcionar) o Sistema Judiciário de um país.

Logo de cara há um conflito, quando o urso Zé Grandão arromba a porta dos esquilos à procura de algum lugar de onde possa retirar mel. Para se vingar, os esquilos então o dirigem a uma colmeia guardada por “perigosas abelhas africanas”. E não, as flechas não são uma intervenção do desenhista. Isso é parte integrante da trama, e papai sempre dava instruções muito exatas aos seus desenhistas sobre como ele queria que as coisas fossem feitas, até mesmo quando era ele que fazia o rafe.

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Mas é somente após a intervenção do Seu Corujão, o “juiz da floresta” que as coisas se resolvem e a paz volta a reinar.

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Curta, simples, direta e educativa. O que mais se pode esperar de uma história infantil?

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Tico e Teco e o Teco-Teco

História dos esquilos Tico e Teco, de 1974.

Estes personagens em especial têm uma “pegada” mais infantil, o que demanda um estilo de roteiro bem mais inocente e leve do que a maioria dos outros roteiros de papai. A brincadeira começa com o título da história, que é um jogo de palavras entre os nomes dos bichinhos e o de um tipo de avião monomotor movido a hélice. A própria denominação “teco-teco” é uma onomatopeia do som produzido pelo motor do aparelho.

Os dois pequenos roedores estão cansados de carregar suas avelãs, uma a uma, para sua toca na árvore, e decidem pedir ao Professor Pardal, cujo laboratório fica próximo, uma solução mais prática. O problema é que o inventor viajou, e o Lampadinha está tão triste por ter sido deixado para trás para vigiar o laboratório que nem nota a presença dos esquilos.

Mas alguém nota. No “vácuo” formado pela ausência do inventor do bem, o inventor do mal, Professor Gavião, resolve agir. Sempre em busca de roubar os inventos de seu rival, ele decide usar os esquilos como “inocentes úteis” para entrar no laboratório sem serem notados e tirar de lá um importante protótipo de motor disfarçado de inofensivo aeromodelo.

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O problema começa quando, para a sorte dos bons e azar dos maus, os dois se revelam muito mais “inocentes” do que “úteis”.

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A União Faz… O Susto

História do Tico e Teco com participação especial do Ronrom, publicada uma única vez em 1974.

Hoje todos os personagens principais são bichos, e precisarão unir forças para solucionar seus problemas, que para nós parecem insignificantes, mas para eles são enormes. Os esquilos estão tendo dificuldades com o peso das nozes, mas o gato está bem mais encrencado. O seu dono, Pato Donald, está bravo porque ele não consegue pegar um rato que invadiu sua casa.

O interessante é que os animais nunca falam com os humanos, nas histórias Disney (eles apenas pensam o que gostariam de dizer, quando muito), mas podem perfeitamente conversar entre si. Assim, temos uma rara oportunidade de ver o Ronrom agindo de um jeito completamente diferente que na maioria das histórias.

Quem conhece o gato do Donald sabe que ele não é nenhum “gato de almofada”, e pode ser bastante arisco quando necessário. É um gato que, decididamente, sabe mostrar as unhas. Mas o problema é que o rato em questão também não é de fritar bolinho:

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É nessa hora que a criatividade, e principalmente as patas dianteiras preênseis dos esquilos virão bem a calhar. Assim, eles ajudam o amigo gato a afastar o rato (que aliás também é adepto dos livros de “faça você mesmo”), e recebem dele a retribuição do favor, para a completa surpresa do Pato Donald, que nesta história faz apenas uma pequena participação.

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É uma história curta, criativa e meiga, que merecia ter sido publicada mais vezes. A verdade é que nem eu, nem papai, nem qualquer outro artista dos estúdios Disney no Brasil nunca ganhou qualquer coisa a mais (além do pagamento pelo trabalho inicial de fazer a história) por qualquer republicação, nem ganhará, enquanto as regras continuarem as mesmas. É verdade também que, mesmo aceitando essas regras, papai se sentia meio incomodado com as sucessivas republicações. Mas eu não me incomodo nadinha, já que a republicação é uma maneira de continuar mostrando o ótimo trabalho dele e de seus colegas às novas gerações, mantendo viva a memória dos quadrinhos Disney no Brasil.

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