Um Amor Do Passado

História da Vovó Donalda, escrita em 1981 e publicada em 1985.

Todas as pessoas mais velhas já foram jovens um dia. Já namoraram, noivaram, casaram… às vezes nem tudo com a mesma pessoa. Às vezes namorados, ou mesmo noivos, se separam e seguem cada um com sua vida. Às vezes antigos amantes se reencontram depois de anos, e reatam de onde desataram antes, mas… será possível retomar uma história de amor depois de 50 anos?

É preciso ressaltar, aqui, a delicadeza com que papai trata o tema. A Vovó, como todos sabem, não tem um interesse amoroso, e vive muito bem sozinha tocando a vida no sítio com a ajuda de seu empregado preguiçoso, sempre cercada de sua família, composta quase toda por “parentes adotivos”. Os leitores não estão acostumados a ver a Vovó se relacionando com patos do sexo oposto, e o argumentista não pode correr o risco de chocá-los, ou estragar a imagem de casta velhinha da personagem.

amor do passado

Quanto ao “noivo” em si, ele parece conhecer muito bem o sítio, a Vovó, os bolinhos de frigideira (provavelmente os chamados “bolinhos de chuva“) e as tortas de maçã que ela faz (e que ele trata de comer até se fartar, bem rapidinho). Mas, quais serão suas reais intenções? Ele diz que quer se casar, finalmente, mas será mesmo por amor? Será que ele é mesmo quem diz ser? E se não for, como é que ele sabe tanto sobre esse relacionamento tão antigo? O comportamento um tanto “espaçoso” do velhote deixa os três patinhos desconfiados, e eles acabarão solucionando o mistério com uma visita à biblioteca e um telefonema.

amor do passado1

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Tortas E Pastelões

História do Peninha, de 1974.

Eu já comparei, em postagens anteriores neste blog, certas histórias de papai a receitas culinárias: basta combinar as características já conhecidas dos vários personagens da maneira correta, temperar com um pouco de humor, mistério ou drama, dar uma agitada e voilà! Temos uma história em quadrinhos.

E ele também tinha plena consciência dessa analogia, e aqui não é diferente. Pense bem, leitor: se misturarmos o Peninha, o Ronrom, uma torta de peixe e um concurso de culinária, o que teremos? Uma comédia pastelão, é claro!

O concurso é concorridíssimo, e todo mundo que cozinha, ou acha que cozinha em Patópolis está concorrendo. A Vovó Donalda com sua famosa torta de maçãs, o Donald com uma torta gigante, e até o Tio Patinhas, com uma torta econômica que não leva ovos, nem leite, nem recheios caros. Cada personagem tem uma torta ao seu estilo, e que combina com a sua personalidade predefinida.

Como mais uma pitadinha de humor, os cacófatos e trocadilhos abundam nos nomes dos jurados, bem ao estilo de papai.

Peninha tortas

Piadas recorrentes, como as várias cenas nas quais o gato é escorraçado de perto da torta do Peninha também são salpicadas aqui e ali como se fossem sal ou até algo mais fino, como lascas de trufas negras. Por fim, a ideia fixa do Ronrom por peixes vai eliminar qualquer possibilidade de que esta história não termine em confusão.

Peninha tortas1

O leitor atento já deve ter adivinhado como esta história termina, afinal, não se pode colocar uma torta salgada para assar e esperar retirar do forno um bolo doce, mas até aí isso é o de menos, e a própria previsibilidade faz parte da graça.

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Minha biografia de papai “saiu do forno” recentemente e está à espera de vocês nas melhores livrarias, sonhando em ser vendida tão facilmente quanto biscoitos fresquinhos. E faltam só dois dias para a tarde de autógrafos na Livraria Monkix em São paulo no próximo sábado, dia 27 de junho:

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No Ritmo Da Bruxa

História dos Sete Anões, de 1974.

Esta história se passa em uma época na qual a Branca de Neve já está casada com o Príncipe e vivendo no Castelo, enquanto os anões seguem com sua vidinha pacata na floresta.

O interessante é que a Bruxa Má, que todos pensavam ter morrido no final do filme original, está na verdade viva e ainda tramando maneiras de conseguir se vingar da princesa e de seus amigos.

Por meio de um feitiço aparentemente inofensivo, que faz os anões terem vontade de batucar nas panelas da cozinha, a bruxa consegue fazer com que eles briguem. Isso atrai a princesa de volta para a casinha, para cuidar deles por alguns dias e ver se consegue acalmar os ânimos.

Ritmo bruxa

Isso, é claro, é o que a Bruxa Má queria: tirar Branca de Neve da segurança do Castelo para poder atacá-la novamente com a maçã enfeitiçada, agora na forma de uma linda torta de maçãs.

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Obviamente, o plano não vai dar certo. Mas graças a toda essa trama, a princesa teve a chance de rever seus amiguinhos dos velhos tempos.