Eh, eh, eh, Fumacê

História da Fofura, de Ely Barbosa, escrita em março de 1987 e publicada pela Editora Abril na revista Fofura número 2 em julho do mesmo ano.

O tema é ambiental, com um grande enfrentamento entre os bons, eternos defensores da floresta e de seus amigos bichinhos, e os maus, que querem instalar uma fábrica de fazer fumaça no meio da mata. Nem é preciso dizer quais seriam as nefastas consequências de uma coisa dessas, não é mesmo?

O conceito de “fábrica de fazer fumaça” é uma tentativa de mostrar as fábricas em geral pelos olhos de uma criança. Afinal, o “produto” mais visível que sai de muitas dessas instalações é mesmo a fumaça, pelas chaminés. A criança geralmente não vê o que é feito dentro desses prédios.

Como em toda boa história do tipo, a tensão entre os grupos adversários é crescente e os maus parecem invencíveis, mas só até o momento em que são vencidos pela astúcia e trabalho em equipe dos bons.

Já a inspiração para o nome da história vem de uma antiga canção dos Golden Boys, de 1970. A letra parece ingênua o suficiente, mas há quem já a tenha relacionado com tipos menos inocentes, e até mesmo ilegais, de fumaça. Em todo caso, o público alvo da revista é jovem demais para conhecer a música e suas possíveis interpretações, restando a eles somente a interpretação mais literal.

Hoje em dia o termo “fumacê” está mais relacionado com o combate ao mosquito Aedes aegypti, se bem que aquilo não é exatamente fumaça, mas um composto químico bastante controverso.

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