A Babá-Morcego

História do Morcego Vermelho, de 1976.

O nosso herói tem sido tão eficiente no combate ao crime em Patópolis que nem acontecem mais assaltos pelas ruas, o próprio Morcego mal tem tido o que fazer, e os bandidos estão se sentindo muito frustrados.

A sensação de segurança é tão grande, na verdade, que quando “Cara de Bebê” e “Cara de Babá” resolvem agir na tentativa de desmascarar o Morcego, o herói nem desconfia de que pode estar correndo perigo.

E a inocência dele, como sempre acontece em histórias Disney (aliada ao seu grande talento para trapalhadas) será sua própria proteção e salvação.

Hoje temos um novo vilão, o “João Ratão”, usado somente nesta história. Ele é similar ao Zé Ratinho, comparsa do Dr. Estigma, e seu nome lembra o de um dos personagens da História de Dona Baratinha, o Doutor João Ratão, o noivo guloso e afoito que tentou comer antes da hora e caiu na panela do feijão, desgraçando a si mesmo e à noiva.

Nesta história a função do João Ratão é ser o interlocutor do Cara de Babá enquanto o “bebê” está agindo, já que o diálogo entre os dois é parte integrante (e importante) da narração. É, em grande parte, por meio da conversa deles que o leitor fica sabendo dos detalhes do plano.

Papai poderia ter deixado o vilão grandão sozinho e usar balões de pensamento, por exemplo, mas aí a coisa toda não seria tão divertida.

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Patos E Sapatos

História do Peninha, de 1975.

Patos usam sapatos? A resposta a esta pergunta vai depender de quem são esses patos, é claro. Em Patópolis, por exemplo, a maioria dos patos não os usa. Donald e Peninha andam descalços, o Tio Patinhas usa polainas (um tipo de proteção para as pernas, feita de lã ou até mesmo de couro, que geralmente fica sobre os sapatos) nos pés nus, e somente o vilão Patacôncio anda calçado.

A coisa toda é uma brincadeira com as palavras “sapato”, “pato” e “chato”. Por exemplo: o Patacôncio usa sapatos, é pato, e também é muito chato. Será que ele poderia ser considerado um pato “chato de galochas“?

Outro elemento da história é a espionagem industrial, com o Peninha como publicitário das Indústrias Patinhas e alguns figurantes no papel de equipe criativa do Patacôncio (um dos quais, de cabelo comprido e liso, lembra um pouco as representações feitas de papai em várias outras histórias).

Isso, aliás, é algo recorrente nas histórias de papai: para conseguir copiar (e de maneira medíocre) o que o Patinhas faz com a ajuda de um sobrinho ou dois, seja no campo dos quadrinhos ou da publicidade, o Patacôncio precisa contratar toda uma equipe de profissionais renomados.

O principal espião desta história, o Zé Ratinho, é uma ratazana falante que participa de exatas quatro histórias, todas de autoria de meu pai, e contracena geralmente com o Doutor Estigma contra o Morcego Vermelho, mas também já foi parceiro de malfeitos do Professor Gavião. Ao que parece, ele não é o ajudante fixo de nenhum vilão, mas sim um malfeitor “de aluguel”.

Interessante (e hilária) é a decisão do Peninha de “pagar espionagem com espionagem”. Mas a “espionagem” do pato é feita menos para saber o que o vilão está planejando, e mais para infiltrar e causar confusão, quase como uma espécie de punição.

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Um Roubo Seguro

História do Professor Pardal, de 1974.

O inventor está passando por uma onda de roubos misteriosos de seus planos para inventos. Todos os dias ele desenha os planos, e todas as noites eles são roubados do arquivo. Nem mesmo todos os alarmes e armadilhas anti roubo são capazes de pegar o ladrão, o que só adiciona ao mistério todo.

A primeira piada da história são os mecanismos de defesa em si. Num quadro elétrico na parede podemos ver coisas mais convencionais, como o alarme em si, e outras mais inusitadas, como papel pega moscas, e uma máquina de lançar ovos.

Pardal seguro

Esta é a primeira história do Zé Ratinho, um vilão criado por papai para ser o ajudante do Dr. Estigma (pois é, para variar, hoje não é o Prof. Gavião quem está atrás dos planos do Pardal). Ele é uma espécie de “gêmeo mau” do Ratchinho, ajudante do Morcego Vermelho, e tem a particularidade de falar com seu chefe, e não apenas pensar suas falas, como os outros animais não antropomórficos da Disney.

Pardal seguro1

Só quem já teve sua casa invadida por um rato (e nós tivemos alguns deles ao longo dos anos, em Campinas) sabe como é: os bichinhos são rápidos, e se você não estiver prestando atenção, passam por você sem serem sequer percebidos. E isso é exatamente o que acontece com o “detetive” contratado, que não é ninguém outro que o Peninha.

Pardal seguro2

É óbvio que o detetive não vai fazer nada além de trapalhadas, mas o inventor não é bobo, e sabe o que está fazendo. O resultado final é tão surpreendente quanto hilário, comprovando mais uma vez a criatividade do inventor que, como diz o título da história, nunca esteve mais seguro, com ou sem o detetive desastrado.

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O Toca-Discos Voador

História do Professor Pardal, publicada uma única vez em 1974.

A trama, a princípio, não tem nada de muito novo… o Pardal está inventando, e o Gavião está roubando. A graça da história está nos detalhes, a começar do exercício de imaginação que é a base para a coisa toda:

Se existe um disco, precisa haver um toca-discos. E se as pessoas acreditam em discos voadores, será que seria estapafúrdio demais aventar a hipótese da existência de toca-discos voadores?

Tocadiscos

Depois de trabalhar por três dias e noites seguidos numa encomenda da prefeitura o inventor pensa que está vendo coisas, até que percebe que seu ajudante também está vendo. Como máquinas não têm alucinações, O tal toca-discos está mesmo lá, ou será que está, mesmo?

Na verdade é tudo um golpe do ladrão de inventos para distrair o inventor do bem e se apoderar dos planos. Interessante é a parceria entre o vilão e Zé Ratinho, o ajudante do Dr. Estigma, um outro vilão da Classe dos Profissionais Sem Classe. Assim, temos uma espécie de equilíbrio de forças entre o bem e o mal.

Tocadiscos1

O grande mistério, como sempre, é saber qual é o invento que o Pardal estava desenhando, e para que serve. A grande surpresa e gargalhada finais também.

A Casa Maluca

Mais uma do Morcego Vermelho, de 1973, em antecipação ao 6° Mercado de Pulgas, que acontecerá este sábado, dia 17, em São Paulo.

Nesta história vemos o “gêmeo mau” do Ratchinho, o mascote do Morcego vermelho. É o Zé Ratinho, cúmplice do Dr. Estigma.

MOV Ze Ratinho

A Casa Maluca é ao mesmo tempo o problema e a solução da trama. Uma, do mal, é feita pelo vilão para capturar o Morcego. Assim, nosso herói ficaria impedido de ajudar o Prof. Pardal, o outro alvo do gênio do mal.

Isso atrasa bastante o Morcego, que gasta um tempão se estrepando dentro da casa, para a diversão dos leitores.

MOV Casa Maluca

Quando ele finalmente consegue sair, descobrir de quem é a casa onde esteve preso, e ir atrás do Prof. Pardal para alertá-lo, a outra Casa Maluca, a do bem, inventada pelo gênio do bem para um parque de diversões, já “pegou” o bandido.

O final da história tem um gostinho de “doce vingança”, para o Morcego Vermelho.