A Máquina Do Tempo Perdido

História do Lampadinha, de 1983.

(Sim, eu achei mais uma revista “perdida” no meio da coleção). E sim, você leu certo: esta história é muito mais do Lampadinha do que de qualquer dos outros personagens, o Professor Pardal incluso.

O que papai faz, aqui, é inverter a “ordem natural das coisas” estabelecida por Carl Barks: na maioria das histórias deste tipo, a ação é do inventor maluco e de seus coadjuvantes, e o robozinho é a diminuta estrela de uma trama paralela que corre literalmente em segundo plano e ao pé dos quadrinhos.

Hoje veremos algo diferente: a trama principal, a da máquina do tempo para curtas viagens ao passado, mais exatamente ao dia anterior, cede um espaço considerável à trama “secundária”, que acaba ganhando a mesma importância dentro da história.

A luta do Lampadinha contra as formigas chega a dominar de tal maneira a coisa toda, que o Donald, o Peninha e o Tio Patinhas nem aparecem. Eles, a princípio, são meramente citados pelo Pardal em uma conversa por telefone e na continuação tudo o que se vê deles são os diálogos nos balões.

Esta é mais uma daquelas “sacadas” geniais de papai, que, ao que tudo indica, com o tempo passou a ter um sentimento especial pelo pequeno e humilde ajudante robótico.

Se estivesse vivo, ele estaria completando hoje 78 anos de idade. Eu peço a você, leitor destas linhas, que dedique a ele um momento de oração.

Obrigada.

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