O Dia Da Criança No Sítio Da Vovó

História da Vovó Donalda, de 1984.

Em mais um resgate das brincadeiras de infância de tempos que não voltam mais, temos hoje uma espécie de gincana organizada pela Vovó Donalda para seus netinhos. E como em outras histórias dessa turminha, enquanto as crianças do bem brincam, os Metralhinhas aprontam.

Essa é realmente uma sorte de quem teve espaço para brincar e correr livremente no sítio ou fazenda de amigos ou parentes, uma felicidade que papai conhecia bem e da qual tinha muitas saudades.

Assim, mais importante do que solucionar o problema do roubo das tortas, é mostrar brincadeiras como Pau de Sebo, Quebra Pote (Pinhata), Caça ao Porquinho (vídeo) e Cerca-Frango (semelhante à caça, mas com galinhas).

As duas últimas “brincadeiras” eram parte das atividades diárias de qualquer fazenda ou sítio, especialmente se seus moradores quisessem comer algo diferente de verduras, leite e ovos. Essa era também uma tarefa frequentemente dada às crianças, já que elas são mais ágeis e rápidas, e se cansam menos com a correria.

Enquanto os netinhos da vovó conseguem no fim pegar o porquinho, com um pouco de esforço, os Metralhinhas, uma vez descobertos e convidados a participar, se revelam bons cercadores de galinhas (por motivos óbvios, é claro, já que a quadrilha Metralha é composta por notórios ladrões dessas aves).

É também algo que papai fez muito, quando criança, para que minha avó pudesse cozinhar. E foi por esse exato motivo que, depois de adulto, ele passou a detestar qualquer alimento que contivesse o ingrediente.

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Oh, Que Saudades Que Eu Tenho…

História do Donald e do Peninha, de 1982.

Com o tema “infância”, a história gira em torno das reminiscências dos dois primos que, com a ajuda de um antigo álbum de fotos vão contando, primeiro ao Biquinho, e depois aos sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho, “causos” engraçados sobre seus tempos de criança: como se conheceram, os tempos de escola, e até mesmo uma passagem dos dois pelo batalhão dos Escoteiros Mirins de Patópolis, onde conheceram o Silva.

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A cada uma das histórias é um deles que se dá mal, e os outros que dão risada. (O leitor, é claro, rirá de todas, já que a intenção é essa.) Casos de família são assim mesmo: algumas das coisas pelas quais as crianças passam podem parecer quase trágicas, ou pelo menos muito embaraçosas na hora em que acontecem mas, décadas depois, viram motivo para riso.

O título é inspirado em um poema de Casimiro de Abreu chamado “Meus Oito Anos” (Oh! que saudades que tenho / Da aurora da minha vida, / Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais!), que papai aprendeu na escola e que sabia declamar inteirinha de memória, assim como vários outros textos literários. Naqueles tempos do início do Século XX era preciso ensinar às crianças a memorizar com eficiência, já que não se podia ficar consultando livros o tempo todo.

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Os Sete Ajudantes De Papai Noel

História da Vovó Donalda, de 1982.

O problema das pessoas más é que elas não acreditam serem merecedoras de nada. Assim, agem sempre na suposição de que o que elas querem, ou até mesmo necessitam, lhes será negado por outras pessoas. Desse modo, para não passar pela humilhação de pedir, elas preferem tentar roubar. Esse é o caso dos Sete Anões Maus, pelo menos no tratamento dado a eles por papai.

É véspera de Natal e os anões estão vagando, com fome e com frio, nas proximidades do sítio da Vovó, onde toda a família Pato está reunida. Como não acreditam que serão bem recebidos se pedirem abrigo, nem mesmo na noite de Natal, eles armam um plano para invadir a festa.

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Eles foram criados na Itália em 1939 como antagonistas dos Sete Anões da Branca de Neve mas, quando papai os “adotou” em 1974 para a série Grandes Duelos, eles já não eram usados pelos autores italianos desde 1966.

E de 1974 até 1986 eles foram usados somente por papai, que os desligou do universo da Branca de Neve e os colocou entre os bruxos, criando também o Mago Mandrago, uma espécie de “gêmeo” não muito bonzinho do Feiticeiro de quem o Mickey foi aprendiz em “Fantasia” para ser o “patrão” deles. O nome do Mandrago, aliás, vem da planta “Mandrágora“, um clássico – e muito tóxico – ingrediente de poções mágicas.

A grande sacada de papai a respeito dos vários “anões”, os bons e os maus, foi perceber que os companheiros de aventuras da Branca de Neve são na verdade Gnomos, caracterizados como tal por causa da mina de pedras preciosas associada a eles, e que os Anões Maus são mais exatamente Duendes, seres bem menos bondosos mas ainda assim meio “aparentados“, já que as distinções entre eles são muitas vezes pouco claras nas mitologias europeias de onde se originam.

E o fato é que, na lenda do Papai Noel, os ajudantes do Bom Velhinho são todos duendes bonzinhos. Assim, o exercício de imaginação parece até bastante lógico: se os ajudantes do Papai Noel são Duendes, e os “Anões Maus” também são, quais poderiam ser as consequências de um encontro entre eles?

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Um Natal Do Passado

Publicada pela primeira vez em dezembro de 1982, a história mescla acontecimentos do tempo presente com as lembranças de Natais passados da Vovó Donalda.

Assim, temos os personagens que já conhecemos, juntamente com suas versões mais jovens e outros, apresentados hoje ao leitor, que são antepassados dos atuais, mais ou menos como aconteceu na saga da História de Patópolis (que foi publicada, aliás, no mesmo ano). Seria esta uma história de Natal não oficial da série?

Não há menção à Pedra do Jogo da Velha, mas temos um mapa das minas de ouro da cidade, encontrado e muito bem oculto pelo jovem Patinhas que, na época, era apenas um patinho, assim como a Donalda. Outros personagens são tios avós dos metralhas atuais, e alguns parentes da Vovó, como sua própria avó, de nome Hortênsia, e um tio chamado Donaldo.

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O trunfo da história, o detalhe central que denota a esperteza precoce do Patinhas e leva à derrota dos bandidos, gira em torno do boneco de neve que a jovem Donalda, na época com 5 anos de idade, está fazendo quando a história começa. Papai confia na atenção do leitor para que ele perceba o que está acontecendo.

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O resto é a história da luta de uma família desarmada contra bandidos ferozes, com o uso de um engraçado detalhe, que é o que vai finalmente colocar os vilões para correr sem que os patos precisem recorrer à violência. Uma vez derrotados os bandidos, a história pode então terminar enquanto começa a festa de Natal da Família Pato, com direito a votos de Boas Festas aos leitores.

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O Banquete De Natal

História de Natal “perdida”, de 1977.

Começo hoje uma pequena “maratona de Natal”, com todas as histórias sobre o tema que ainda não foram comentadas. Esta, em especial, está na lista de trabalho de papai, e as duas revistas nas quais ela foi publicada estão aqui na coleção. Neste momento o credito ainda não foi confirmado no Inducks, mas eu acredito que agora é só uma questão de tempo.

Todo mundo sabe que o Tio Patinhas é um muquirana que não abre a carteira nem mesmo no Natal. Aliás, esta é justamente a origem do personagem, que nasceu de uma adaptação da história “Um Conto de Natal” de 1843, de Charles Dickens. Esta é a natureza do personagem.

Mas o que aconteceria se ele resolvesse, em um arroubo de “quase generosidade” (ainda que não desinteressada: o objetivo é ganhar um concurso) abrir (só um pouquinho) a carteira e oferecer um banquete de Natal à fina nata da sociedade patopolense?

O problema é justamente esse “só um pouquinho”: para não gastar demais, o pato quaquilionário deixa a improvisação do almoço a cargo dos desastrados Peninha e Donald, que não irão desapontar no quesito trapalhadas. Destaque para o nome do Peru de estimação do Urtigão, o Guglielmo.

(Esta parte é inspirada em uma velha piada de caipiras, na qual a esposa do anfitrião passa a história toda perguntando se já pode levar o peru, e ele sempre dizendo que não. Quando finalmente acaba a sopa de nabos com pão que fora servida e o convidado pensa que finalmente vai colocar os dentes em um peru assado, o anfitrião manda trazer o pásaro, que sobe na mesa, vivinho da silva, para comer as migalhas.)

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Mas como é Natal, ninguém está ligando muito para certos “detalhes”. O que importa, de verdade, é o espírito natalino e o esforço do Patinhas para agradar. Papai também parte da premissa de que os ricos são “gente como a gente” e que também sabem apreciar as coisas simples da vida.

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O Sítio Mal-Assombrado

História da Vovó Donalda, de 1976.

As patinhas Lalá, Lelé e Lili vão visitar a Vovó no sítio, mas ao chegar lá descobrem que há coisas estranhas acontecendo.

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A ideia de papai é brincar com a percepção do leitor. Ao mesmo tempo em que as meninas (e o próprio leitor) estão vendo, claramente, que algo está errado, os adultos se comportam como se nada de mais estivesse acontecendo. Não há nada mais frustrante, para uma criança, do que essa recusa dos adultos em acreditar nelas, só porque elas são crianças. E isso também é algo que está sendo trabalhado, aqui, e com o que até mesmo o leitor mais velho pode se relacionar.

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É só quando percebemos que o olhar dos adultos está estranho, que podemos começar a desvendar o que pode, possivelmente, estar errado.

Em seguida, será a vez das patinhas tentarem estragar a traquinagem dos bruxinhos que invadiram o celeiro e estão por trás de toda a confusão. Mas como elas conseguirão, se não têm poderes mágicos? Por um lado, pode ser mais fácil do que parece. Por outro, elas quase se metem em uma encrenca maior ainda, ao despertar a ira dos pequenos vilões.

No auge do suspense, quando tudo parece perdido, a solução definitiva aparecerá como em um passe de mágica.

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O Empregado Espertalhão

História da Vovó Donalda, de 1972.

O tema do impostor é algo que papai usaria bastante ao longo dos anos, inclusive com a própria Vovó Donalda, mais de uma vez. Alguém aparece dizendo que é uma pessoa com quem o personagem principal já conviveu no passado, e em um primeiro momento ele é obrigado, por uma questão de educação e boa fé, a acreditar, até prova em contrário.

Mas é claro que papai espera, já desde suas primeiras histórias, que o leitor tenha uma pulguinha amiga atrás da orelha e saiba desconfiar logo de cara que algo está errado.

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Aqui, a ideia do espertalhão é cair nas graças da Vovó para que ela, agradecida, acabe passando a fazenda para o nome dele. Para tanto, ele não poupará esforços e fará todo tipo de trapaça, especialmente para tentar fazer com que o Gansolino seja demitido. Desde esconder animais para depois achar e aparecer bem na fita, e até colocar sonífero no açúcar das tortas de maçã, ele vai fazer um pouco de tudo.

Hoje veremos, também, por que é que o Pato Pimba, amigo do Gansolino e igualmente preguiçoso e dorminhoco, tem esse nome.

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O fato de a Vovó não gostar dele e da amizade dos dois é mais um artifício de histórias policiais para distrair a atenção do leitor e, mesmo que ele já tenha deduzido quem é o verdadeiro vilão, fazê-lo duvidar um pouco de si mesmo, para que  a coisa toda não fique fácil demais e perca a graça.

No final, a moral da história é que é melhor ter um empregado preguiçoso mas honesto, do que um que se faz de bonzinho mas planeja o mal.

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