O Cavaleiro Mascarado Ataca Novamente

História do Terremoto, de Ely Barbosa, publicada pela Editora Abril na revista Patrícia número 22 em agosto de 1988.

O terrível ladrão de bonecas ataca novamente, depois de uma história em março do mesmo ano na qual papai nos apresentou o Furacão, primo do Terremoto e tão pestinha quanto ele.

A situação é mais ou menos a mesma: o pestinha odeia bonecas, e também as brincadeiras das meninas com elas, como os concursos de bonecas, e resolve roubar os brinquedos só para chatear e impedir a realização do próximo.

Mas seria fácil (e repetitivo) demais simplesmente seguir a mesma linha da história anterior. Assim, papai começa a brincar com as percepções do leitor, na intenção de “bagunçar o coreto” e deixar a dúvida até os últimos quadrinhos.

Afinal, será que é novamente o Furacão se fazendo passar por Terremoto disfarçado de Zorro, ou será o Terremoto querendo fazer parecer que é o primo, só para disfarçar, ou não será nada disso? Será um bando de moleques?

Até de detetive o Terremoto vai aparecer, para melhor ajudar nas investigações. Ou será que é isso mesmo? O festival de pistas falsas só aumenta e o pestinha, seja ele quem for, é esperto, mas a Patrícia é mais e não vai ter dificuldade alguma em solucionar o mistério.

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Surpresa na Festa Surpresa

História da Patrícia, de Ely Barbosa, Publicada pela Editora Abril na revista da personagem número 21 em julho de 1988.

Festas de aniversário organizadas “à revelia” do aniversariante, ou seja, de surpresa, são terreno fértil para mal entendidos e confusões de todos os tipos. Exatamente por causa disso, elas costumam se transformar em eventos tragicômicos.

A coisa mais fácil é o aniversariante pensar que está sendo ignorado e ficar magoado, ou simplesmente não comparecer porque não foi convidado, ou algo assim.

Aqui papai combina o comportamento característico de “pestinha estraga prazeres” do Terremoto quando é contrariado (algo que os Metralhinhas de papai também faziam) com o comportamento esquecido e apatetado da Patrícia (como na história do Pateta comentada recentemente) para um efeito hilário.

Mas engraçado, mesmo, e um pouco improvável, é o aniversariante se esquecer do próprio dia de nascimento. É nesse momento que até o Terremoto fica um pouco “pateta” também. Em todo caso, papai usa o “esquecimento” do Terremoto e a suposição dele de que a festa é para o Beto, o menino popular da turma, para brincar com o leitor e semear uma pista para aqueles que estão prestando atenção.

Afinal, se o Beto está esperando pelo aniversariante juntamente com os outros convidados, então chega-se à fácil conclusão de que a festa não é para ele. E se não é para ele, para quem é a festa que o pestinha está tentando estragar?

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Pé de Sapo, Mangalô Três Vezes!

História da Patrícia, de Ely Barbosa, publicada pela Editora Abril na revista da personagem número 12 em março de 1988.

Hoje papai trata de explicar a origem do Sapo Urucubaca, que diz ter sido um marinheiro enfeitiçado por uma bruxa. Como em toda boa história de marinheiros e piratas de todos os tipos, a trama envolve também um tesouro enterrado e a busca por ele.

Levado pela bruxa a uma ilha cheia de sapos, ele é persuadido a desenterrar um baú cheio de coisas preciosas com a promessa de que poderá ficar com ele, mas acaba transformado em sapo pela maldição do tesouro.

A referência, além de às histórias da literatura sobre viajantes do mar e tesouros enterrados, é também à história da Odisseia, especialmente a passagem que coloca Ulisses na ilha da feiticeira Circe, que se divertia transformando homens em animais diversos, e especialmente porcos.

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O Outro

História do Terremoto, de Ely Barbosa, publicada pela Editora Abril na revista Patrícia em Quadrinhos número 3, de novembro de 1987.

Na lista de trabalho consta que a ideia foi de minha mãe, mas esta história também se parece bastante com “O Irmão Gêmeo do Biquinho”, escrita em 1984 e publicada no mesmo ano de ’87. É uma variação sobre o mesmo tema.

Como na outra história, esta também tem toques de temas como o “gêmeo mau” (e bem mau, diga-se de passagem) e referências à literatura como em “o príncipe e o mendigo”. O Terremoto chega até mesmo a ser perseguido pelas traquinagens do “outro”, e a pensar que está endoidando, mas só se encontrará com ele, oficialmente, no último quadrinho.

Mas ao contrário do Biquinho, que queria um gêmeo para poder “aprontar melhor”, o Terremoto só queria outro tipo de vida, com menos responsabilidades, e não exatamente um companheiro de traquinagens. Daí o choque.

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A Escalada

História da turma da Patrícia, de Ely Barbosa, publicada pela Editora Abril na revista da personagem número 5 em dezembro de 1987.

Ela é inspirada em duas histórias Disney do início dos anos 1980: “Escalando a Duras Penas” e “A Montanha Enfeitiçada”, já comentadas aqui.

Da primeira história papai aproveita a noção da “montanha que nunca foi escalada” e da “informação requentada”. Neste caso o problema não é uma reportagem mal feita, mas sim a revista de alpinismo em si, que já é antiga. Da segunda, papai adapta o nome da montanha de “Pico do Rola-Rola” para “Pico do Caio Rolando”.

Mas hoje não veremos bruxarias ou pássaros hostis. O grande obstáculo é mesmo a montanha em si, apesar dos esforços dos meninos e dos engenhosos equipamentos adaptados pelo Sócrates, o inventor da turminha.

E o “crime” que levará os meninos à derrocada final é a insistência em excluir as meninas das brincadeiras sob a premissa de que existiriam “brincadeiras de menino” e “brincadeiras de menina”. O que existe são vários métodos diferentes de se subir e descer de uma montanha. Desde que adaptados às intenções e às capacidades físicas de quem participa da aventura, todos são válidos.

Nem todo mundo precisa fazer as mesmas coisas do mesmo jeito, nem achar que somente um jeito de fazer uma coisa está certo, ou que todos os outros tenham de fazer aquela coisa daquele exato mesmo jeito. O que importa é alcançar o objetivo de maneira honesta, e se divertir.

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O Horóscopo

Piada da Patrícia, composta em agosto de 1987 e publicada na revista da personagem número 9 em fevereiro de 1988.

A pergunta na qual a piada se baseia é a seguinte: se a astrologia trata de prever o destino de cada um, e os horóscopos são popularmente vistos como uma forma de “ler a sorte” das pessoas, o que um horóscopo de jornal teria a dizer para alguém que é perfeitamente azarado, como o Sapo Urucubaca?

Outro ponto importante é que, como em outros oráculos igualmente antigos (como o de Delfos, por exemplo), na maioria das vezes é preciso que se faça alguma interpretação da previsão que se apresenta. Assim, papai explora todas as possibilidades do que poderia ser considerado um “acidente aéreo”, para maior azar do sapo.

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Beto Bom de Bola

História da Patrícia, de Ely Barbosa, composta em janeiro de 1988 e publicada pela Editora Abril na revista Patrícia 17 em maio do mesmo ano.

Consta, na lista de trabalho, que esta história foi devolvida para reformulação por duas vezes, até chegar a ficar do agrado do editor. Ela mistura o tema das brincadeiras infantis de outrora, que papai gostava de trabalhar com a Turma da Patrícia, com lembranças da infância do próprio autor e uma referência à cultura popular.

Para começar temos essa “modernidade” na promoção de uma ideia de igualdade na qual não existe brincadeira “de menino” ou “de menina”: o time de futebol que a turminha reúne para jogar (com bola de meia, em outra referência às antigas brincadeiras) com uma turminha rival é composto por meninos e meninas, lado a lado, e conta inclusive com um sapo no gol.

E é nesse ponto que entra a lembrança de infância de papai. Ao escalar o sapo Urucubaca para o gol, com o comentário de que “ele é baixinho, mas pula que é uma beleza”, ele está lembrando da própria trajetória pelos gramados: enquanto jogava no futebol infantil, foi um ótimo goleiro. Mas quando foi preciso fazer a transição para o gol de tamanho oficial, faltaram-lhe alguns centímetros de altura que nem mesmo a agilidade nos pulos conseguiu compensar.

Já o título da história é uma referência à música popular brasileira, e a um episódio polêmico que ocorreu no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record em 1967: ao defender sua canção intitulada justamente “Beto Bom de Bola“, composta em homenagem ao jogador Roberto Hermont Arantes, o compositor Sérgio Ricardo foi vaiado pelo público e, irritado, quebrou seu violão no palco.

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