Serviços Heróicos

História do Morcego Vermelho, de 1975.

Esta é a segunda história, de quatro, com a participação do impagável “Ratchinho”, um ajudante mais ou menos informal do Morcego Vermelho que papai criou e que só ele soube realmente usar.

A história de hoje tem três aspectos principais: o primeiro é uma referência aos métodos que super heróis “de verdade” têm para serem chamados pela população, em caso de necessidade. O caso mais clássico disso é o “Bat-Sinal” do Batman, que faz projetar nas nuvens sobre Gotham City o símbolo de um morcego, visível de qualquer lugar da cidade. Mas é claro que o Morcego Vermelho não tem nada disso. Ele fica sabendo dos pedidos de ajuda pelo Telefone Morcego, quando o Coronel Cintra chama, ou pela TV, mesmo.

A segunda referência é ao problema de como se faz para que a identidade secreta do herói permaneça, bem… secreta. E mesmo mudando o número do telefone, fazer uma banquinha no mesmo estilo da “Agência Moleza” na calçada de sua própria casa certamente não é o jeito certo de se fazer isso. Por sorte, desta vez somente o Ratchinho descobrirá a identidade secreta do Peninha.

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E a terceira tem a ver justamente com o uso do telefone como meio de comunicação com as agências da lei e da ordem em uma grande cidade. É sabido que a quantidade de trotes e de ligações sem noção é grande, o que faz com que o trabalho de quem tem por função atender a esses telefonemas fique bastante prejudicado. Portanto, crianças, não passem trotes na polícia, pois isso é algo muito feio de se fazer.

E enquanto tudo isso acontece, nosso herói ainda terá de prender um piromaníaco que está “espalhando brasa” (literalmente) pela cidade. Como todo bom maluco, esse bandido não precisa de apresentações nem de motivos. Ele simplesmente existe para colocar fogo nas coisas e criar confusão.

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De resto, temos mais uma aparição do bonequinho do “Said”, desta vez preso no engarrafamento criado pelo Morcego.

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A História dos Quadrinhos no Brasil, e-book de autoria de papai, pode ser encontrado na Amazon

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Minha Vida Tá No Gibi! – Inédita

História do Zé Carioca, escrita em 26 de maio de 1993, e nunca comprada pela Abril.

Lápis na mão direita, esquadro no papel sob a mão esquerda, a borracha do lado, ao alcance da mão… Eu conheço bem a imagem no “splash pannel”. Era papai em ação.

Esta é a primeira de três “histórias-testamento”, por assim dizer, que ele escreveu nesta série de inéditas, talvez já pressentindo que não teria mais muitas chances de trabalhar com os personagens Disney. A condição de freelancer era bastante incômoda para ele. A ideia de que a qualquer momento as encomendas poderiam cessar o contrariava bastante. Assim, ele acabou colocando nessa última série muitas das coisas que ele sempre quis ver em suas histórias, mas nunca pode fazer antes.

O jogo de palavras “tá no gibi, não tá no gibi”, usado em pelo menos duas das histórias desta série, é uma referência a uma antiga gravação dos Originais do Samba cujo refrão é: “Herói sou eu, irmão / Herói sou eu, aqui / Dou um duro danado / E não saio no gibi”. A canção é uma brincadeira com os heróis dos quadrinhos e também uma ode ao homem comum, que trabalha muito, mas nem sempre recebe o reconhecimento merecido.

Em algumas das margens tempos algumas anotações de papai ao desenhista, onde ele pedia que os quadrinhos que representavam as memórias do Zé fossem desenhados “sem cores”, para tornar mais clara a distinção entre “passado” e “presente”.

A história toda é uma homenagem aos amigos e colegas Carlos Herrero, Roberto Fukue e Júlio de Andrade Filho, além de ser uma retrospectiva dos momentos marcantes da “vida” do personagem. Assim, temos referências a histórias anteriores, como “A Infância Do Zé Carioca”, já comentada aqui, à cena na qual o Zé conhece a Rosinha, e até uma menção à Anacozeca.

O final da história é uma maneira que papai encontrou de “castigar a si mesmo” por ter revelado um dia que o próprio Rocha Vaz era o chefão da Anacozeca, coisa da qual ele se arrependeu depois. O problema é que talvez pegue um pouco mal pro Júlio… Peço desculpas desde já.

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Revista Vivere 26

Dois textos da Revista Vivere número 26, de fevereiro/março de 1983. Esta era uma revista local de Campinas, onde morávamos na época, publicada pela Class Serviços Editoriais, Publicidade e Gráfica Ltda.

Na década de 1980 papai escrevia sobre política para jornais e revistas da cidade, sempre com um tom crítico e irônico. Era o começo do fim da ditadura, e (apesar da “abertura” de 1979) a atividade não deixava de ser uma ousadia um tanto perigosa. Nunca se sabia se e quando um militarista mais exaltado se sentiria ofendido o suficiente para jogar um coquetel molotov em uma banca de revistas, ou até mesmo atentar contra a vida de algum jornalista.

Vivere 26

Um belo dia, meu pai me chamou e perguntou: “Lu, você gostaria de entrevistar a Vera Mossa, do Vôlei?”. (Na verdade, Vôlei nunca foi o meu esporte predileto, e eu vivia ensacando dedos, torcendo tornozelos e abrindo pulsos nas aulas de educação física da escola, mas eu nunca diria não a ele, ainda mais se era para ajudar no trabalho dele.) Assim, sentamos e decidimos juntos o que eu gostaria de perguntar, e o que eu deveria perguntar, e lá fui eu, papel, caneta e gravador, entrevistar a moça. Eu havia acabado de completar 15 anos de idade, e já estava entrevistando gente. Depois ele fez a transcrição e editou a entrevista, e o resultado é esse aí abaixo.

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Recortes de jornal, 1982

Recebi recentemente da Biblioteca Municipal de Campinas o seguinte recorte de jornal, com duas matérias, uma delas publicada no Correio Popular, sobre a produção artística de papai.

Uma diz respeito ao Prêmio Abril por “Um Natal Bem Diferente”, em 1982, e a outra é sobre o processo de “renascimento” do Zé Carioca como personagem genuinamente nacional.

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Marsupial: http://www.lojamarsupial.com.br/ivan-saidenberg-o-homem-que-rabiscava

Comix: http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=23238

Cultura: http://www.livrariacultura.com.br/p/ivan-saidenberg-o-homem-que-rabiscava-15071096

Monkix: http://www.monkix.com.br/serie-recordatorio/ivan-saidenberg-o-homem-que-rabiscava-serie-recordatorio.html

Lista de Trabalho XIX

Esta é a última parte da lista de trabalhos que papai deixou anotada, e diz respeito às histórias Disney que ele escreveu em 1993, enquanto estava no exterior. Algumas foram compradas e publicadas, outras foram devolvidas para reformulação e estão aqui comigo até hoje, e a lista cita mais duas ou três, que não estão aqui nem foram publicadas, e eu não sei o que aconteceu com elas.

Editora Abril Jovem

De Março de 1993 a Agosto de 1993

  • A Escola De Samba – Zé Carioca 9
  • A Invasão Dos Bichos – Urtigão 9 (ZC 2047 – 1996)
  • A Maga-Rida – Margarida 9 (Margarida 193 – 1994)
  • Alucinação Ou Enganação? – Zé Carioca 9 (Alucinações – Zé Carioca 2006 – 1994)
  • Peru À Caipira – Urtigão 3 (O Antepasto – Urtigão 146 – 1993)
  • O Fantasma Lobisomem – Urtigão 9 (Zé Carioca 2016 – 1995)
  • Heróis Que Não Tão No Gibi – Zé Carioca 10 (Inédita)
  • Os 7 Pote De Ôro – Urtigão 9 (Os Sete Potes De Ouro – Zé Carioca 2010 – 1994)
  • A Sócia Contratada – Urtigão 9 (Inédita)
  • Moda, Modismos E Modelos – Margarida 6 (Ref) (Inédita)
  • Cleópata – Margarida 12 (Inédita)
  • Dançando Na Corda Bamba – Zé Carioca 8 (Inédita)
  • Minha Vida Daria Um Gibi – Zé Carioca 8 (Inédita)
  • Um Causo De Duvidá – Urtigão 8 (Inédita)
  • A Fonte Da Juventude – Urtigão 9 (Inédita)
  • As Caçadoras Da Arca 1ª Parte – Margarida 12 (Inédita)
  • As Caçadoras Da Arca 2ª Parte – Margarida 13 (Inédita)
  • O Dia Dos Espantáio – Urtigão 8 (Inédita)
  • A Fonte Da Juventude II – Urtigão 8 (Inédita)
  • O Golpe De Mestre – Zé Carioca 9 (ZC 2000 – 1994)
  • Invasores E Cobradores – Zé Carioca 8 (Inédita)
  • O Gorpe Do Baú – Urtigão 8 (Inédita)
  • O Fabuloso Anel Dos 7 Encantos – Zé Carioca 9 (Inédita)
  • A Sorterona Prefeita – Urtição 9 (Inédita)
  • Zé Carioca E Os 7 Anões Maus – Zé Carioca 11 (Inédita)
  • Tição Acordado – Zé Carioca 10 (Inédita)
  • Faça o Seu Pedido – Urtigão (Urtigão 157 – 1993)????
  • A Visita Do Juquinha – Zé Carioca 9 (Inédita)
  • O Prefeito Perfeito – Urtigão 9 (Inédita)
  • O Rei Do Carnaval – Zé Carioca 8
  • Vila Xurupita Campeão! – Zé Carioca 10

Pedrão, o fim do mistério

Como prometido, revelo hoje os pormenores da inspiração por trás do desenvolvimento por papai do personagem “Pedrão”, da turma do Zé Carioca. Ele muito frequentemente se inspirava nas personalidades e outras características de familiares e amigos para compor seus personagens, e neste caso não foi diferente.

A diferença, aqui, foi a relutância dele em contar a história toda. Este foi realmente um mistério que perdurou por muitos anos, e que demandou bastante esforço para puxar pela memória e chegar a uma dedução. Quase um trabalho de detetive.

O Pedrão, na verdade, é um daqueles personagens que sempre estiveram presentes nas histórias do Zé Carioca e que, mais do que criado, foi “adotado” por papai. Mas assim como no caso do próprio Zé, papai foi responsável por tecer toda uma personalidade autenticamente brasileira para ele.

ZC frutas 1

Aconteceu que, em conversa com o editor Paulo Maffia, da divisão de quadrinhos infanto-juvenis e Disney da Editora Abril, papai teria revelado que havia se inspirado em um amigo para compor o personagem, mas não quis revelar exatamente quem. Disse que não podia, desconversou, mudou de assunto, e a coisa ficou por isso mesmo.

Quando, já após o falecimento de meu pai, o Paulo me perguntou se eu sabia algo sobre este caso, eu tive de dizer que não, porque nunca havia conversado com meu pai em detalhes sobre este personagem em especial. Eu sinceramente cheguei a pensar que não haveria solução para este mistério, e esqueci o assunto.

Passaram-se mais alguns anos, e o Paulo me pediu, recentemente, algumas fotos para a publicação especial sobre o Zé carioca que será lançada em breve. O pedido foi por fotos de família que evidenciassem o vínculo de meu pai com a cidade do Rio de Janeiro, com exemplos de visitas à cidade. Separei algumas fotos de minha infância, e entre elas uma da visita que fizemos, em família, ao Jardim Botânico da cidade, em 1978, e fui mostrá-las à minha mãe, para que ela me desse sua opinião.

Ivan Rio de Janeiro 1978

Ao ver a foto ela ficou pensativa, como quem lembra de coisas há muito esquecidas, e disse: “sabe, seu pai tinha um tio que morava em uma casa que ficava dentro do Jardim Botânico…” Nesse momento eu me lembrei de meu pai, acocorado na minha frente em um gramado do local naquele mesmo dia, contando exatamente a história desse tio: ele era funcionário público, e havia ganho do governo permissão para viver em uma casa que ficava, para todos os efeitos, dentro do parque. Ele era um senhor bonachão, que adorava festas, amava uma boa feijoada e costumava hospedar o meu pai sempre que ele ia ao Rio de Janeiro em férias, desde os tempos de adolescente e até a época em que ele se casou com mamãe.

Essa casa tinha um pomar em toda a sua volta, e além disso esse meu tio avô, que se chamava Amador Camargo Simões, costumava também colher jacas na Mata da Tijuca, logo atrás da casa. Ora, nas histórias de papai onde o Pedrão aparece, ele sempre tem um pomar, ou pelo menos uma jaqueira, no quintal de casa.

Para mim o mistério já estava resolvido neste momento, mas mamãe continuou, com mais uma lembrança: “esse tio tinha um filho e uma filha, e o rapaz não gostava nadinha de trabalhar”. Esse moço, de nome Wilson, havia inventado uma maneira de viver uma vida sossegada, por assim dizer. Ele trabalhava apenas meio período como representante comercial de uma indústria farmacêutica, fazendo visitas aos médicos seus clientes de manhã, e à tarde dedicando-se ao “dolce far niente”, uma expressão em italiano que quer dizer “a doce arte de não se fazer nada”. Ia à praia, jogava futebol, e de modo geral vivia de sombra e água fresca. Qualquer semelhança com um certo papagaio malandro não é, ao que parece, mera coincidência.

Mas nem todos na família concordavam com esse estilo de vida, e o rapaz era visto por alguns como uma espécie de “ovelha negra”. Acho que foi ele que, desconfortável com a situação, pediu a meu pai que prometesse não contar nada a ninguém. Provavelmente não queria ser alvo de (mais) chacotas. E papai, fiel a seus amigos, manteve a palavra até o fim.

Resta agora, nesta nossa história, somente mais um detalhe: o nome da prima de papai, irmã do Wilson, filha do tio Amador. Era uma moça muito bonita, de corpo escultural, o verdadeiro ideal de beleza da brasileira. Seu nome era Vera, e meu pai a chamava, meio de brincadeira, como um trocadilho, de Prima Vera. Quem conhece bem a obra de papai sabe que nas histórias dele o Nestor tem uma prima com exatamente este mesmo nome, e uma aparência bastante semelhante à da prima de papai na vida real.

ZC Paixao

Para mim, o mistério está resolvido. Infelizmente, com o passar dos anos, a família perdeu o contato com esses primos após o falecimento do pai deles, em meados da década de 1980. Seria interessante poder conversar com eles, que também já devem estar velhinhos, e retomar os laços familiares.

Lista de Trabalho XVIII

Nem tudo o que é mencionado nestas listas foi publicado. Algumas coisas são apenas ideias, outras são testes, ou outros tipos de projetos. Nem tudo está em ordem cronológica: às vezes, ele ia anotando conforme se lembrava de um projeto mais antigo. Além disso, algumas histórias foram compradas e nunca publicadas. Outras eram compradas e publicadas, mas com nomes diferentes, a critério do editor. E mais, nem tudo são quadrinhos. Há colunas para jornais e revistas, projetos de publicidade e vários outros tipos de textos.

De modo geral, primeiro vem o nome da história, seguido do nome do personagem principal e do número de páginas. “Rep” significa “Republicada”, e “Ref” ou “p/ Ref” é “para reformular”. Numerais romanos simbolizam a versão (I, II, III…) de uma história que voltou, foi reescrita, e em seguida enviada de volta.

Maiúsculas entre parênteses (T), (JR), (L) indicam colaboração dos outros membros da família na história. Pode ser desde uma ideia sugerida, até uma história inteira ditada para papai desenhar o rafe.

De Dezembro de 1987 a Janeiro de 1988

  • Palhaço Peteca – Projeto
  • (T) A Volta da Planta Carnívora – Patrícia 10
  • A Máquina Misteriosa I – Patrícia (p/ Ref)
  • A Carta de Amor I – Gordo (Ref)
  • Faço Carreto – Gordo 8
  • Contrato com Ely Barbosa – Modelo
  • O Desfile Sem Modos I – Patrícia (p/ Ref)
  • Pinoquiaquinho II – Nenê 8
  • O Tesouro Perdido II – Patrícia 9
  • O Príncipe Quicomarinho – Nenê (p/ Ref)
  • A Casa Maluca II – Nenê 10
  • Beto Bom de Bola II – Patrícia (p/ Ref de novo)
  • A Carta de Amor II – Gordo 2
  • A Nave Espacial II – Gordo 9
  • Baile a Fantasia II – Gordo (p/ Ref de novo!)
  • Aventura Submarina – Pardal (Rep)
  • Pesquisa Através do Tempo – Donald (Rep)
  • Uma História de Natal – Patinhas (Rep)
  • Deu Zebra! – Zé carioca (Rep)
  • Ora, Pipocas! – Zé carioca (Rep)
  • Mensagem de Natal – Jornal “Roteiro”
  • (T) Doce Paisagem II – Nenê 8
  • Copa 58 – Projeto/Pesquisa – Gordo 10
  • A Copa é Nossa! (Parte 1) – Gordo 8
  • A Copa é Nossa! (Parte 2) – Gordo 10
  • Cai, Cai, Balão! I – Gordo (Ref)
  • Previsões para 1988 – Rádio Central
  • É Proibido Proibir – Pena Kid (Rep)
  • Noite de São João – Patrícia 9
  • O Dia dos Namorados – Gordo 8
  • O Acampamento Modelo – Peninha (Rep)
  • O Acampamento Misterioso – Escoteiros (Rep)
  • Superpateta X Vespa Vermelha – Superpateta (Rep)
  • O Restaurante Ideal – Pardal (Rep)
  • A Máquina Fabulostática – Pardal (Rep)
  • O Arraial do Gordo – Gordo 8
  • (T/I) O Cupido Desiludido – Nenê 10
  • (T) A Máquina Misteriosa II – Patrícia 10
  • O Príncipe Quicomarinho II – Nenê 10
  • Beto Bom de Bola II – Patrícia 9
  • O Baile a Fantasia III – Gordo 8
  • O Desfile Sem Modos II – Patrícia 8
  • O Super Bolão II – Gordo (p/ Ref)

De Fevereiro de 1988 a Março de 1988

  • Nenê Babá e os 40 Ladrões I – Nenê (p/ Ref)
  • O Super Bolão III – Gordo 10
  • O Rei dos Cães – Escoteiros (Rep)
  • Zé Carioca na Avenida – Zé Carioca (Rep)
  • Viva Eu, Viva o Entrudo – Zé Carioca (Rep)
  • Um Paulista na Corte do Rei Momo – Zé Carioca (Rep)
  • Vila Xurupita na Avenida – Zé Carioca (Rep)
  • A Infância do Zé Carioca – Zé Carioca (Rep)
  • Afinal, Que Rei Sou Eu? – Zé Carioca (Rep)
  • O Rei do Carnaval – Zé Carioca (Rep)
  • Férias no Rio – Zé Carioca (Rep)
  • Zé do Carnaval – Zé Carioca (Rep)
  • O Terrível TRR! I – Terremoto (p/ Ref)
  • O Monstro do Espaço – Gordo 10
  • Um Trabalho Para Patetoque – Pateta (Rep)
  • O Conde Dráculo – M. Vermelho (Rep)
  • O Fantasma do Castelo – Pateta (Rep)
  • A Onça e o Valente – Zé carioca (Rep)
  • O Vampiro – Morcego (Rep)
  • Quem Tem Medo do Lobo Mau? – Lobão (Rep)
  • A Coroa do Rei – Zé Carioca (Rep)
  • Delícias de um Acampamento – Donald (rep)
  • A Grande Caçada – Patrícia 8
  • Cai, Cai, Balão II – Gordo (p/ Ref)
  • Uma Tijolada na Ideia – Patrícia 8
  • O Sucessor – Zé Carioca (Rep)
  • Trr! Prr! Grr! – Terremoto 7
  • Surpresas na Festa Surpresa – Terremoto 7
  • Pernas, para Que te Quero? – Gordo 8
  • Perdido na Cidade Perdida – Nenê das Selvas 8
  • O Monstro do Lago – Morcego Vermelho (Rep)
  • O Invencível Mancha Negra – Mancha Negra (Rep)
  • A Lição que Faltava – Pardal (Rep)
  • O Ajudante do Ajudante – Pardal (Rep)
  • O Inventor Pateta – Pateta (Rep)
  • O Misterioso Sr. Bzung – Zé Carioca (rep)
  • Nenê Babá e os 40 Ladrões II – Nenê 9
  • O Inventor Eletrônico – Pardal (Rep)
  • Cai, Cai, Balão III – Gordo 9
  • O Torneio de Aeromodelos – Gordo 9
  • (T) A Epidemia de Raiva I – Patrícia (p/ Ref)
  • Olimpíadas no Bairro I – Gordo (p/ Ref)
  • O Terrível Trr II – Terremoto 8

De Março de 1988 a Abril de 1988

  • Uma Ideia Bem Mastigada – Pardal (Rep)
  • Os Perdedores da Arca Caçada – Patrícia 8
  • A Chegada do Ano Novo III – Nenê (*?)
  • (T) A Dúvida Cruel – Nenê 7
  • Futebol de Botão I – Gordo (p/ Ref)
  • O Cavaleiro Mascarado Ataca Novamente – Terremoto 8
  • A Volta dos Bat-Heróis I – Gordo (p/ Ref)
  • (T/I) O Ano do Dragão – Patrícia 8
  • A Noite do Boi-Tatá – Patrícia 7
  • O Sombra Sabe! I – Gordo (p/ Ref)
  • Amigo É Pra Essas Coisas – Mickey (Rep)
  • Ama Seca Por Acaso – Donald (Rep)
  • Quem Tem Telhado de Vidro… – Donald (Rep)
  • Em Briga de Cão e Gato… – Donald (Rep)
  • A Cerca, Ora, a Cerca! – Donald (Rep)
  • Férias Forçadas – Donald (Rep)
  • Quem Tem Telhado de Vidro… – Donald (Rep)
  • Currasco Mal Passado – Donald (Rep)
  • Folhas ao Vento – Donald (Rep)
  • O Acampamento Ideal – Donald (Rep)
  • Vizinho é Pra Essas Coisas – Donald (Rep)
  • Nada Como A Boa Vizinhança – Donald (Rep)
  • Israel – 40 Anos de Independência – Diário do Povo
  • Israel – 40 Anos “briefing”
  • O Reino de Israel
  • A Declaração de Balfour
  • O Holocausto
  • A Assembléia da ONU
  • Nasce Israel
  • Uma Pátria para os Palestinos
  • A Pátria Palestina e a Paz
  • Caramuru, Uh! – Terremoto 7 (Patrícia 24, Set 1988)
  • O Acampamento na Floresta – Nenê 8
  • A Paixão da Lena – Gordo 9
  • A Epidemia de Raiva II – Patrícia (p/ Ref)
  • Olimpíadas no Bairro II – Gordo 8
  • Eu Não Creio em Bruxas… – Jarbas 10
  • A Ocasião Faz o Ladrão – Urtigão (Rep)
  • A Volta do Mil caras – Huguinho (Rep)
  • O Grande Cebolão – Zezinho (Rep)
  • O Ladrão Misterioso – Luisinho (Rep)
  • O Ataque dos Pés Pretos – Urtigão (Rep)
  • O Caso do Ladrão Roubador – Urtigão (Rep)

De Maio de 1988 a Junho de 1988

  • (T) A Epidemia de Raiva III – Patrícia 8
  • A Volta do Monstro I – Gordo (p/ Ref)
  • A Roça do Primo – Fininho 8
  • Teatro de Bonecos – Nenê 10
  • A Poção Mágica – Gordo 8
  • A Planta Carnívora Ataca Novamente – Patrícia 7
  • A Noite do Povo Pequeno – Patrícia 8
  • (T) A Malhação I – Fofura (p/ Ref)
  • O Quilombo dos Palmares – Fofura 7
  • O Robô Trapalhão Parte 3 – Patrícia (p/ Ref)
  • O Palácio de Cristal – Fofura 9
  • Patetoque, o Detetive – Pateta (Rep)
  • O Conde Dráculo – Morcego Vermelho (Rep)
  • A Janela do Castigo – Metralhas (Rep)
  • Morcegos do Outro Mundo – Morcego Vermelho (Rep)
  • Bomba! Bomba! – Pardal (Rep)
  • O Borrachomóvel – Pardal (Rep)
  • O Vira Lata De Lata – Pardal (Rep)
  • Uma Ideia Bem Mastigada – Pardal (Rep)
  • Ih, Deu Rolo! – Pardal (Rep)
  • Mancha em Duplicata – Mancha Negra (Rep)
  • O Planeta dos Fora da Lei – Mancha Negra (Rep)
  • Um Grande Furo – Peninha (Rep)
  • Paz, Amor e Disco Voador – Zé Carioca (Rep)
  • Futebol de Botão II – Gordo (p/ Ref)
  • A Volta dos Bat-Heróis V -0 Gordo (p/ Ref)
  • O Sombra Sabe! II – Gordo 8
  • A Volta de Francoelho I – Nenê (p/ Ref)
  • Nenê e o Pé de Feijão – Nenê (p/ Ref)
  • A Chegada do Ano Novo IV – Nenê (p/ Ref)
  • A Última do Papagaio – Patrícia 9
  • Eh! Eh! Eh! Fumacê (Parte II) – Fofura (p/ Ref)
  • O Doutor das Bonecas – Terremoto 7
  • Patrícia, a Bruxinha – Patrícia 8
  • O Sumiço de El Tigre – Gordo 8
  • O Robô Trapalhão Parte 4 – Patrícia 8
  • Problemas do Coração – Zé Carioca (Rep)
  • Uma História De Amor – Pardal (Rep)
  • O Dia dos Namorados – Zé Carioca (Rep)
  • Morcego Vermelho Conquista a Glória (Rep)
  • A Mancha Cor-de-Rosa – Mancha Negra (Rep)
  • Amor, a Quanto Me Obrigas! – Pardal (Rep)

De Julho de 1988 a Agosto de 1988

  • A Moda Turbilhão – Margarida (Rep)
  • Meu Querido Diário… – Margarida (Rep)
  • O Clube Feminino – Margarida (Rep)
  • O Remédio – Ludovico (Rep)
  • Contrato com Editora Abril (Israel)
  • A Volta do Monstro II – Gordo 8
  • A Malhação II – Fofura 8
  • O Robô Trapalhão (Parte 3) II – Patrícia 7
  • A Lâmpada Maravilhosa – Gordo 10
  • Massinhas de Modelar – Nenê 8
  • A Boneca – Editora Taika (Rep)
  • A Sombra que Anda – Editora Taika 1970
  • Os 900 Dias – Editora Taika 1970
  • Duque de Caxias – Editora Taika 1970
  • Duelo na Cidade Fantasma – Editora Taika 1970
  • Targo Nº 1 – Editora Taika 1970
  • A Ave Ferida – Editora Taika 1970
  • A Visão – Editora Taika 1970
  • O Aventureiro Editora – Taika 1970
  • O Tempo Parou às 3 da Tarde – Editora Taika 1970 (Rep)
  • Férias em Toa-Toa – Zé Carioca (Rep)
  • Guerra é Guerra – Editora Taika 1970
  • Vale o Escrito Nº 1 – Editora Taika 1970
  • O Sol Nasce, O Sol Se Põe – Editora Taika (Rep)
  • Vavavum Nº 1 – Editora Taika 1970
  • O Dr. Morlok Nº 1 – Editora Taika 1970
  • O Feiticeiro Nº 1 – Editora Taika (Rep)
  • Prisioneiro de Guerra – Editora Taika 1970
  • O Dr. Morlok Nº 2 – Editora Taika 1970
  • O Feiticeiro Nº 2 – Editora Taika 1970
  • O Dr. Morlok Nº 3 – Editora Taika 1970
  • O Super Bebê – Editora Taika 1970
  • Tiradentes – Editora Taika 1970
  • Buggy-Uggy Nº 1 – Editora Taika 1970
  • Morte ao Por do Sol – Editora Taika (Rep)
  • Buggy-Uggy Nº 2 – Editora Taika 1970
  • Vale o Escrito Nº 2 – Editora Taika 1970
  • O Morcego Vermelho – Peninha (Rep)
  • Eh! Eh! Eh! Fumacê (Parte 2) – Fofura 10
  • A Chegada do Ano Novo V – Nenê
  • A Volta do Francoelho II – Nenê 9
  • Futebol de Botão III – Gordo 8
  • O Caçador de Caloteiros – Zé Carioca (Rep)