Um Bandido Metido A Besta

História do Morcego Vermelho, de 1977.

Hoje teremos uma verdadeira aula sobre uma modalidade de arqueria pouco conhecida, já que o bandido da vez usa uma besta como arma e instrumento de utilidades.

MOV besta

Na verdade o nome da arma é lido “bésta”, mas pouca gente sabe disso. A pronúncia mais comum é com o “E” fechado mesmo, o que dá ensejo a várias conotações e trocadilhos. Mas entre bestas, besteiros e besteiras, o leitor já aprendeu mais alguma coisa para incrementar a sua cultura geral.

MOV besta1

Nesta história vemos o Morcego tentando instituir a “conta morcego”, já que vive tendo de pagar os estragos que frequentemente faz pela cidade ao perseguir os bandidos. Como papai não dava ponto sem nó em seus roteiros, esse fato também terá importância na hora da prisão do bandido. Afinal de contas, se você fosse o dono de uma loja e algum maluco mascarado, que pode ser qualquer pessoa, lhe pedisse para fazer fiado, você aceitaria? Pois é.

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Na Gota D’Água

História do Mickey e do Pateta, criada em 1974 e publicada em 1977.

É um caso policial clássico, com abundantes pistas deixadas para que o leitor atento possa juntar os pontinhos e resolver o mistério por si mesmo. Já de saída os nomes dos personagens, Dr. H. Doizó (uma brincadeira com a fórmula da água – H2O) e Dr. Tramoia, dão uma boa ideia sobre quem seria o vilão da história.

Eu me lembro que mais ou menos nessa época papai comprou um microscópio para brincarmos em casa, com a água dos vasos de flores. Outra inspiração pode ter vindo de antigas histórias de ficção científica como Viagem Fantástica, filme de 1966, e congêneres. Tenho a impressão que, desde a invenção dos microscópios, sempre houve quem sonhasse poder se embrenhar nesse ambiente das coisas minúsculas.

O vilão aqui é até esperto, mas comete o erro da maioria dos vilões de Agatha Christie ao subestimar a inteligência do detetive. Ou dos detetives, porque até o Pateta consegue desta vez desvendar o mistério com certa facilidade.

Mickey gota

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Uma Tijolada na Ideia

História da Patrícia, personagem de Ely Barbosa, escrita em março de 1988 e publicada na revista Patrícia em Quadrinhos número 18 em junho de 1988 pela Editora Abril.

Esta é a segunda e última história com a participação do Doutor Sílvio Pestana, o psicólogo infantil maluco que foi inspirado em um parente nosso. A Patrícia está, novamente, com problemas de memória, e é levada mais uma vez ao doutor para uma consulta. Mas é claro que nesse encontro acontece de tudo, menos um tratamento psicológico.

Para começar, nenhum dos dois acerta o nome do outro. Se a paciente não está lá muto bem da cabeça, o doutor também não está. O que os salva é o fato que eles são dois “malucos beleza”. Afinal de contas, um pouco de maluquice nunca fez mal a ninguém, e esse tipo de distração pode até ser um sinal de criatividade, dizem os cientistas.

Patricia tijolada

O interessante é que o doutor propõe para a Patrícia (e para o leitor) um problema para resolver que de maluco não tem nada. Maluco será o método que a menina e o psicólogo usarão para tentar resolver o problema, coisa que o leitor, é claro, não precisará fazer. Eis aqui a pergunta:

Patricia tijolada1

A resposta estará na página que criei para homenagear papai no Facebook, é só acessar e curtir: https://www.facebook.com/saidenbergivan

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Tortas E Pastelões

História do Peninha, de 1974.

Eu já comparei, em postagens anteriores neste blog, certas histórias de papai a receitas culinárias: basta combinar as características já conhecidas dos vários personagens da maneira correta, temperar com um pouco de humor, mistério ou drama, dar uma agitada e voilà! Temos uma história em quadrinhos.

E ele também tinha plena consciência dessa analogia, e aqui não é diferente. Pense bem, leitor: se misturarmos o Peninha, o Ronrom, uma torta de peixe e um concurso de culinária, o que teremos? Uma comédia pastelão, é claro!

O concurso é concorridíssimo, e todo mundo que cozinha, ou acha que cozinha em Patópolis está concorrendo. A Vovó Donalda com sua famosa torta de maçãs, o Donald com uma torta gigante, e até o Tio Patinhas, com uma torta econômica que não leva ovos, nem leite, nem recheios caros. Cada personagem tem uma torta ao seu estilo, e que combina com a sua personalidade predefinida.

Como mais uma pitadinha de humor, os cacófatos e trocadilhos abundam nos nomes dos jurados, bem ao estilo de papai.

Peninha tortas

Piadas recorrentes, como as várias cenas nas quais o gato é escorraçado de perto da torta do Peninha também são salpicadas aqui e ali como se fossem sal ou até algo mais fino, como lascas de trufas negras. Por fim, a ideia fixa do Ronrom por peixes vai eliminar qualquer possibilidade de que esta história não termine em confusão.

Peninha tortas1

O leitor atento já deve ter adivinhado como esta história termina, afinal, não se pode colocar uma torta salgada para assar e esperar retirar do forno um bolo doce, mas até aí isso é o de menos, e a própria previsibilidade faz parte da graça.

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Amor, A Contas Me Obriga…

História do Zé Carioca, escrita em 1977 e publicada em 1980.

Por amor à Rosinha o Zé faz qualquer coisa, até trabalhar. Especialmente quando ela ameaça não falar mais com ele enquanto ele não arrumar uma ocupação.

ZC contas

A graça toda da história está na ironia, no inusitado e no insólito da situação: o único emprego que o Zé consegue arrumar na Vila Xurupita é de… cobrador! Justo ele, que sempre teve problemas com contas atrasadas, e que tem até mesmo uma associação de cobradores especializada em cobrar somente a ele.

E pior, ele é bom nisso. Sem dó nem piedade, vai cobrando até os amigos, um a um. Nem o medo de perder as amizades o faz parar, e isso mostra a importância que a periquita tem na vida do papagaio. Se alguém ainda duvidasse do amor do Zé, agora não duvidaria mais.

ZC contas1

A história também mostra bem a evolução da Vila Xurupita, de favela encarapitada no alto do morro mais alto do Rio de Janeiro a bairro de casas de alvenaria, completo até com a sede de uma Associação Comercial. Se fosse em São Paulo, o lugar já seria praticamente uma subprefeitura.

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A Ameaça Dos Térmitas

História do Tio Patinhas, de 1973.

O velho pato muquirana está constantemente pensando em novas ideias para ganhar mais dinheiro gastando menos, mas o fato é que o barato pode sair caro. Em todo caso, de acordo com a definição clássica do personagem, mesmo quando o Tio Patinhas perde, ele sempre acaba ganhando de alguma maneira.

Um dos grandes desafios de mineradores de todos os tipos é conseguir saber onde, afinal de contas, começar a cavar para encontrar os materiais preciosos que procuram com pouco esforço e gastos, de preferência. Os métodos de prospecção para isso são muitos, dos mais científicos aos mais esotéricos, e uma empreitada de mineração pode custar bem caro.

A ideia do ricaço é certamente criativa, mas pouco prática (e é sobre essa base de impraticabilidade que papai constrói o roteiro): colocar insetos para cavar a terra, e depois mandar analisar o material trazido de graça por eles à superfície em busca de traços de algo que se possa minerar. O problema é que, em condições normais, isso demoraria demais, inviabilizando o projeto.

O Professor Pardal é chamado para ajudar, e a solução que ele apresenta se transforma em um problema, somente para logo em seguida se transformar, por uma sucessão de coincidências e golpes de sorte, novamente em uma solução (ou, pelo menos, em mais uma fonte de lucros, já que o Patinhas não veio ao mundo para perder dinheiro).

Para aguçar a curiosidade do leitor e tentar expandir um pouquinho seus conhecimentos gerais, papai colocou no título da história uma palavra pouco usada em Português do Brasil, mas aparentemente bastante comum em Portugal para denominar certos tipos de cupins, especialmente aqueles que cavam a terra, mais do que os que roem madeira.

TP termitas

Há uma forte influência de Carl Barks no roteiro, mas o limite de 10 páginas imposto pela editora para a maioria das histórias (esta tem 8) impede um desenvolvimento mais ousado da trama, que certamente poderia chegar a proporções mais épicas com muito pouco esforço por parte do roteirista.

Curiosa é a diversidade de ecossistemas que cercam a cidade de Patópolis: praia, montanhas, área rural agriculturável, floresta enfeitiçada, e agora um deserto bastante próximo.

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A Montanha Enfeitiçada

História dos Escoteiros Mirins, de 1982.

Voltamos à Floresta Negra, onde (pelo menos nas histórias de papai) acontece a maioria das coisas misteriosas nas cercanias de Patópolis. Como todos sabem, é uma floresta enfeitiçada habitada por bruxas e outras pragas, na qual se passa boa parte da história da Branca de Neve e onde até as árvores costumam agarrar e morder os desavisados.

A missão dos meninos é chegar do Pico do Rola-Rola, que nunca foi escalado com sucesso. (No processo descobriremos também por que a montanha tem esse nome.) Os alpinistas que já tentaram juram que a montanha é enfeitiçada, mas os nossos racionais Escoteiros não acreditam em bruxarias. (O problema é que não acreditar nunca protegeu ninguém delas…)

Me parece que papai é um dos poucos que usam sempre os títulos de “G.E.N.E.R.A.L” e “C.H.E.F.E” como código para uma descrição bem mais detalhada das patentes dos adultos. O primeiro é “Grande, Enérgico, Nobre Escoteiro, Realmente Apto a Liderar”. O outro é “Combatente Heroico e Entusiasta Formidável do Escotismo”.

Uma vez iniciada a escalada coisas estranhas começam a acontecer, como pedras e tocos de árvores rolantes  que aparecem do nada, e vão machucando e tirando menino após menino da aventura. À medida que os obstáculos vão ficando cada vez mais misteriosos e perigosos, o leitor começa a se sentir convidado a investigar o que está acontecendo.

Mas é só quando os meninos são atacados por um misterioso pássaro que o leitor atento vai matar a charada. Há uma determinada bruxa que é mestra em transformações, mas que nunca consegue disfarçar muito bem a sua cabeleira cor de lavanda. E se nem os Escoteiros conseguem identificar o tipo do pássaro, é porque boa coisa não pode ser:

Escoteiros Montanha

Desta vez papai coloca o General e o Chefe para trabalhar também, eles que na maioria das histórias só ficam de longe observando com seus binóculos e distribuindo medalhas ou broncas. Que façam um pouco de esforço, para variar. E que, de quebra, deem de cara com aquelas mesmas coisas nas quais eles não acreditam. Afinal de contas (e como diz o velho ditado) “não creio em bruxas, mas elas existem sim”.

Escoteiros Montanha1

E agora, uma palavrinha de “nossos patrocinadores”: na revista Edição Extra número 137, onde esta história aparece pela primeira vez, temos um anúncio em forma de história em quadrinhos das Meias Lupo, de duas páginas. Esta história, e todo o desenvolvimento do personagem Coelhinho de Mola, também é de papai. Pelo que me consta, ele escreveu três destas peças promocionais, intituladas “A Lebre e a Tartaruga”, “Uma História de Amor” e “O Bicho Saltador”.

Lupo Bicho Lupo Bicho1

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