Moda, Modismos e Modelos – História inédita

Nunca publicada, esta história foi escrita por papai em Israel em 12 de abril de 1993 e tem seis páginas.

Na época, a Editora Abril estava trabalhando com histórias nacionais e revistas próprias para três personagens, a saber: o Urtigão, a Margarida e o Zé Carioca. Pelo menos, foi isso o que encomendaram. Aqui temos o rafe original, a lápis sobre papel gentilmente cedido pelos colegas do Instituto de Seguridade Social de Rehovot. O nome que ele usou é a transliteração do nome dele como ficou na grafia hebraica, em seus documentos israelenses.

Esta história trata de como se faz para “lançar moda”. Uma pessoa um pouco “criativa demais” na maneira de se vestir pode até passar por ridícula, mas a roupa esdrúxula de uns pode se transformar na próxima moda de outros em um piscar de olhos. E a ideia nem é tão inusitada assim. Na China em 2014 uma senhorinha foi fotografada usando uma roupa parecida com a de seu cachorrinho, e há até, aqui mesmo no “lado brasileiro” da internet, pet shops que vendem roupinhas e acessórios coordenados para dona e bichinho de estimação.

Já pensou se a moda pega? Interessante é a menção à “TV Patinhas”, um desenvolvimento bastante lógico dos empreendimentos jornalísticos do velho pato, depois de tantos anos.

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Hotel Bom Pra Cachorro

História do Peninha, de 1980.

O pato abilolado ataca novamente com mais um empreendimento maluco, um hotel para cachorros, desta vez. O raciocínio por trás da coisa toda é até bem lógico, afinal, com a vida das pessoas cada vez mais corrida, muita gente precisa ter onde deixar o animal de estimação de vez em quando.

Mas o real problema, como sempre, é a execução da ideia. E a execução, também como sempre, se dá de modo totalmente amador e improvisado na casa do Pato Donald, que é a vítima predileta do Peninha para esse tipo de maluquice.

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O objetivo do argumentista, hoje, é criar a maior confusão possível. Esse é o tipo de história que, quanto mais caótica, mais engraçada fica. E para potencializar a confusão e o tamanho da encrenca que vai acabar sobrando para o Donald que, afinal, é o dono da casa, papai faz questão até mesmo de “dar” uma cachorrinha para a Margarida, uma mini poodle de nome Fifi e que aparece somente nesta história.

A única coisa que nenhum dos personagens levou em conta (e que papai coloca como pivô da discórdia e da bagunça) é o fato que a casa do Donald é território do Ronrom! E, em território de gato, cachorro nenhum pode se dar bem por muito tempo. Tentando resolver – a seu modo, é claro – o impasse para seu dono enquanto ele não está, o Ronrom terá um papel crucial em ajudar a armar a confusão, e também, muito contra a vontade, na solução da coisa toda.

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A expressão “bom pra cachorro” significa algo que é muito bom, bom demais, talvez com a palavra “cachorro” usada em substituição a outra palavra menos publicável e mais usada em ambientes menos distintos. O problema é que, com o passar do tempo, tudo quanto é nome de filme, pet shop, e até mesmo pet hotéis para o “público canino” acabaram usando este clichê “engraçadinho” mas nada original.

De qualquer maneira, como todo clichê, virou uma “expressão consagrada”. Além disso, aqui nesta história, há também a sugestão de que nem tudo o que é bom “para cachorro”, é bom para outras espécies de animais, ou mesmo para seres humanos.

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