Um Chamado Do Fim Do Mundo

História do Zé Carioca, publicada pela primeira vez em 1982.

Mais uma vez o Zé e o Nestor são chamados pelo primo mineiro, o Zé Queijinho, para resolver um mistério no lugar onde ele mora, a Vila Fim do Mundo.

Papai começa com uma cena conhecida desse tipo de história: nossos heróis viajando numa velha e surrada jardineira (a mesma, aliás, usada em “O Crime da Cabra” de 1976, já comentada aqui), na “segunda classe”, ou seja, no teto do lado de fora, para economizar no dinheiro da passagem. É óbvio que “o barato sai caro”, e essa é a segunda piada da história, a primeira sendo a própria jardineira.

Chegando ao destino, o primo Zé Queijinho está às voltas com um suposto fantasma, que já afugentou quase todo mundo de lá. A princípio, como em “A Onça e o Valente” de 1978, também já citada aqui, parece que o Zé – desta vez acompanhado do Nestor – vai passar a história toda se escondendo do tal fantasma, mas no final acaba perdendo o medo e ajudando a solucionar o mistério.

O interessante é que a aparição do fantasma vai acontecendo à medida que o Zé Queijinho vai contando a história do que está acontecendo na vila, para um maior efeito de horror cômico (um gênero de quadrinhos aparentemente inventado por papai. Não é “humor negro”, exatamente, mas algo bem mais leve, e por isso mesmo muito mais engraçado).

ZC fim do mundo

No final a trama é bem mais de mistério policial do que de horror, apesar da presença de elementos como fantasmas e mulas sem cabeça, coisas comuns no folclore e imaginário do povo dos confins do Brasil.

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